domingo, 11 de outubro de 2026 🔍 Buscar  ·  Anunciantes  ·  Login

Início › Saúde › Notícia

Médicos reconhecem que é difícil falar sobre sexo com pacientes mais velhos

G1há 13h11 de out. de 2026👁 2 leituras

Imagem: G1

Tratar os sintomas que comprometem a atividade sexual (dor, incontinência, depressão). Revisar medicamentos. Promover adaptações, como sugerir posições mais cômodas, ou analgesia antes do sexo para quem sofre, por exemplo, com dores de artrose. Discutir a ampliação do repertório sexual, investindo em carícias, masturbação, não se limitando ao ato com penetração. Tratar a disfunção erétil. Aliviar o quadro de síndrome geniturinária com o uso de lubrificantes, hidratantes intravaginais e estrogênio vaginal. A condição piora com o tempo se não houver tratamento, afetando também a mulher que não é sexualmente ativa. Encaminhar para outros especialistas (fisioterapeutas, urologistas etc.).

Thelma Flosi, infectologista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, reforçou a necessidade de acolhimento e franqueza com os pacientes para protegê-los do risco de contrair uma infecção sexualmente transmissível (IST). “É preciso perguntar sobre os hábitos sexuais com naturalidade e apresentar as formas de prevenção. Os dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de detecção de Aids entre 2014 e 2024 caiu em todas as faixas etárias, com exceção daquela acima de 60 anos”, enfatizou. Por fim, citou diferentes abordagens de prevenção, além de vacinas como as contra hepatite A e B:

DoxiPEP: profilaxia pós-exposição para ISTs bacterianas, principalmente sífilis e clamídia – disponível no SUS, a doxiciclina é ingerida por via oral em dose única, idealmente nas primeiras 24 horas depois da exposição e em até 72 horas. PEP: a profilaxia pós-exposição ao HIV não é indicada somente para casos de violência sexual, pode ser utilizada mesmo quando houve consentimento. Deve começar em até duas horas depois da relação, mas o prazo máximo é de 72 horas, com duração de 28 dias. PrEP: a profilaxia pré-exposição ao HIV pode ser diária ou sob demanda. Fora do Sistema Único de Saúde, há também a injetável, a ser ministrada em intervalos de seis em seis meses. O acompanhamento médico é indispensável para monitorar efeitos colaterais nos rins e na densidade óssea.

E como falar de sexo sem infantilizar a pessoa mais velha ou descambar para o discurso moralista? Esse foi o papel da psicóloga Ana Cristina Nunes Barbosa, especialista em sexualidade humana. “Temos que romper com o tabu e a infantilização, que torna idosos assexuados, e debater o tema de forma madura e natural, com foco na autonomia, na saúde e no prazer. O constrangimento em esclarecer as queixas se dá, muitas vezes por falta de informação e formação adequada para seu uso na prática”, discorreu.

Barbosa argumentou que formular perguntas como “você se masturba?” vai, quase sempre, levar a uma resposta negativa. Em vez desse tipo de interpelação, citou a anamnese utilizada pelo casal Masters e Johnson – o ginecologista William Masters e sua assistente (e depois terapeuta sexual) Virginia Johnson – que revolucionou o que se sabia sobre sexualidade humana no século XX. “O caminho é validar o comportamento com outro tipo de aproximação, do tipo: qual foi a última vez que você se masturbou e teve alguma complicação? Qual foi a última vez que praticou sexo de uma forma diferente ou introduziu algo novo (por exemplo, acessórios sexuais) e isso não lhe trouxe o prazer esperado?”. Que falemos cada vez mais do sexo maduro!

De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Jovem se casou aos 15 anos para fugir do padrasto e virou advogada 'popstar'

Hariany Almeida faz coreografia com dança do ventre e recebe elogios: 'Divou muito'

Há 1 hora Eleições 2026 Ato na Paulista Lula pede que eleitores convençam quem não foi votar: 'Obrigação de conversar'

Há 15 minutos Eleições 2026 em São Paulo Primeira eleição Estreantes nas urnas e conhecidos na política: quem chega ao Congresso

Fonte original

Matéria completa e créditos no veículo de origem.

Ler notícia completa na fonte →

Leia também

IA5 News

GOV.BR · há 2d

Humap-UFMS alerta sobre golpes e reforça gratuidade do SUS

Hospital orienta pacientes e familiares a não realizar pagamentos por consultas, exames ou procedimentos e a denunciar cobranças suspeitas à Ouvidoria ...

📄 matéria09 de out. de 2026
IA5 News

Portal Drauzio Varella · há 4d

36 anos do SUS: o que mudou na saúde dos brasileiros e o que ainda precisa melhorar?

O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo, mas ainda enfrenta desigualdades regionais, filas e falta de recursos.

📄 matéria07 de out. de 2026
IA5 News

GOV.BR · há 5d

Ministério da Saúde abre inscrições para Mostra Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente

Podem participar profissionais de saúde bucal, gestores e estudantes de graduação e pós-graduação vinculados a serviços do SUS até 18 de outubro ...

📄 matéria06 de out. de 2026
IA5 News

R7 Entretenimento · há 3d

Adeus ao Papanicolau? O que muda com o teste de DNA-HPV no SUS

Por décadas, o Papanicolau foi sinônimo de cuidado com a saúde ginecológica. O exame, conhecido também como preventivo ou citologia, ajudou a reduzir os casos e as mortes por câncer do colo do útero ...

📄 matéria08 de out. de 2026