O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante comício em Syracuse, no estado de Nova York — Foto: Nathan Howard/Reuters
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou que a Ucrânia e a Rússia concordaram com um cessar-fogo parcial , interrompendo os ataques contra a infraestrutura energética um do outro, neste domingo (11).
"Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem!", pediu.
Zelensky também disse à ABC News que organizaria eleições na Ucrânia se o presidente russo, Vladimir Putin , concordasse com um cessar-fogo de 60 dias.
"Por favor, diga a Putin: nos dê dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e nós organizaremos eleições", afirmou.
Neste sábado (10), Trump culpou os ataques ucranianos às refinarias russas pelo aumento dos preços do diesel nos EUA e disse que Zelensky "deveria parar imediatamente" , acrescentando que a Ucrânia deveria substituí-lo como líder porque ele havia perdido várias oportunidades de fechar um acordo com Moscou.
"A verdadeira causa da guerra na Europa é a Rússia e somente a Rússia. É possível interromper os ataques à infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazer isso", disse Zelensky, sem fazer alusão específica às declarações de Trump e acrescentando que qualquer acordo desse tipo precisaria vir acompanhado de "garantias reais".
Nas ruas de Kiev, vários moradores que conversaram com a agência de notícias Reuters expressaram indignação com a sugestão de Trump de que a Ucrânia deveria encontrar um novo líder disposto a fazer um acordo com o presidente russo Vladimir Putin.
"Ninguém tem o direito de nos dizer o que fazer, especialmente porque não se podem realizar eleições em tempos de guerra. Na minha opinião, isso é uma traição por parte dos nossos parceiros", disse Sabina, uma professora primária de 40 anos, referindo-se à proibição de eleições na Ucrânia sob a "lei marcial", por razões de segurança.
Rússia e Ucrânia intensificaram recentemente os ataques a instalações de geração de energia, redes de transporte e outros pontos estratégicos da infraestrutura energética — um setor importante para a economia global e que preocupa o presidente americano.
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