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As Nações Unidas lançaram, esta quarta-feira o Relatório Mundial sobre Migração 2022. Segundo o documento, havia 281 milhões de migrantes internacionais, no ano passado, o equivalente a 3,6 % da população global.
O aumento ocorreu apesar do impacto dramático da pandemia sobre a migração, que incluiu o fechamento de fronteiras. O estudo revela 108 mil restrições para conter a Covid-19 afetaram a mobilidade, mas não impediram o movimento entre os países.
Em 2019, a Organização Internacional para Migrações, OIM, contabilizou 272 milhões de migrantes internacionais ou 3,5% da população global.
Uma cifra 200 milhões acima da década de 70, quando o total de migrantes internacionais eram 2,3% da população mundial.
Diretor-geral da OIM, António Vitorino, diz que o mundo vive um paradoxo jamais visto
E segundo a OIM, não fora a pandemia, o mundo teria hoje, mais 2 milhões de migrantes internacionais.
O documento destaca que apesar do crescimento da migração internacional, o número de deslocados internos subiu para 55 milhões devido a desastres, conflitos e violência no ano passado.
Cerca de 40,5 milhões de pessoas foram forçadas a fugir em 2020, contra 31,5 em 2019.
Para o diretor-geral da OIM, António Vitorino, o mundo vive um paradoxo jamais visto. Enquanto bilhões de pessoas foram imobilizados pela Covid-19, outras dezenas de milhões se deslocaram dentro de seus próprios países.”
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