Xi Jinping e Donald Trump se reuniram nos Estados Unidos no final de setembro — Foto: Bloomberg via Getty Images (BBC)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, se reuniram no final de setembro, em meio a graves alertas de que a IA poderá levar à extinção da humanidade.
Após a reunião, segundo Pequim, os dois presidentes concordaram em lançar um novo diálogo sobre a IA. Novas discussões ficaram marcadas para o fim de novembro.
Mas, aparentemente, a China já reconheceu outro risco existencial, que traz preocupações menos imediatas com o fim da humanidade: o poder da IA de substituir os relacionamentos humanos.
Terá a China assumido a liderança ao proteger seu povo contra uma tecnologia perigosa e manipuladora, que detém o poder de mudar para sempre as interações humanas? Ou o Partido Comunista Chinês está se intrometendo na vida particular das pessoas, como tentativa de exercer maior controle sobre a população do país?
Até a entrada da regulamentação em vigor, o alcance dos chamados "companheiros de IA" era imenso.
Existem cerca de 128 milhões de usuários mensais ativos de aplicativos de companhia por IA fora da China, segundo a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower. E a maior parte das estimativas calcula o número dentro da China entre 29 e 70 milhões de pessoas.
Quando o governo chinês publicou o texto da regulamentação, no final do ano passado, "houve uma enorme discussão nas redes sociais", segundo a pesquisadora de IA Zilan Qian, do centro de estudos Laboratório de Política Chinesa de Oxford, no Reino Unido.
"Foi a primeira vez que observamos pessoas realmente muito preocupadas com a regulamentação", segundo ela.
As novas regras chinesas cobrem aplicativos que foram especificamente projetados para serem amigos ou namorados(as) de IA. Mas elas também se aplicam a qualquer grande modelo de linguagem que imite a forma de interação humana.
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