Savoy, de 37 anos, estava acompanhado do explorador peruano Antonio Santander Cascelli.
Inicialmente, os moradores locais recusaram-se a guiá-los até o local, temendo uma lenda tribal segundo a qual os deuses matariam aqueles que revelassem sua localização. Após muita insistência, os peruanos conduziram Savoy e Santander às ruínas de Vilcabamba, cobertas de musgo e neblina, no alto de um afluente do Amazonas.
"Não podíamos acreditar no que estávamos vendo", disse Savoy. "A cada dia, o lugar se tornava mais fantástico."
Savoy e Santander encontraram ruínas espalhadas por três platôs montanhosos, incluindo um palácio, construções de granito e calcário e fontes; apenas o primeiro platô tinha cerca de quatro vezes o tamanho de Machu Picchu.
A exploração da área levou Savoy a acreditar que "o local era um refúgio utilizado pelos últimos incas, envolvidos na luta final contra os novos conquistadores".
No entanto, após apenas duas semanas, seus guias começaram a ir embora, temerosos das superstições tribais.
"Normalmente, eles eram amigáveis e sorridentes", contou Savoy. "Mas, quando os levávamos para aquela mata, eles mudavam."
Apenas seis semanas após a expedição deles, uma equipe da BBC fez o mesmo trajeto — viajando em um bote inflável (e chegando a virar) em corredeiras, subindo encostas íngremes de cânions com mulas e abrindo caminho pela selva até o local.
"Durante 400 anos, poucos europeus haviam passado por ali, muito menos alguém com uma câmera de filmagem", escreveu Tony Morrison, diretor do filme produzido para a série Adventure , da BBC, apresentada por David Attenborough.
"Após uma semana de caminhada árdua e uma longa descida por uma floresta montana densa e frequentemente encharcada pela chuva, chegamos às ruínas do assentamento inca."
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