Neste domingo, o Ministério da Educação da Arábia Saudita determinou que as escolas de Riade passarão para o ensino remoto por uma semana.
"Seguindo instruções do Ministério da Educação, todas as escolas de Riade passarão para o ensino à distância durante toda a semana", dizia um e-mail enviado aos pais, visto pela AFP.
Ambulância estacionada no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, após várias pessoas ficarem feridas por explosão. — Foto: Social Media/REUTERS
Ainda neste sábado, a Kuwait Airways anunciou o cancelamento de voos para a capital saudita devido à situação de segurança. Etihad Airways e Qatar Airways também suspenderam viagens, algumas delas até segunda-feira (12).
As embaixadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha orientaram seus cidadãos a evitar o aeroporto . A representação espanhola também recomendou evitar deslocamentos não essenciais, enquanto a Alemanha aconselhou que seus cidadãos não utilizassem o terminal até novo aviso.
A embaixada americana informou ainda que funcionários do governo dos Estados Unidos que trabalham na Arábia Saudita precisam de autorização especial para utilizar o aeroporto. O Canadá também alertou que as operações estavam sendo afetadas pela atividade militar na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis.
"Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
O aeroporto Rei Khalid já havia sido alvo de um ataque nesta quinta-feira (8), quando uma extensa coluna de fumaça foi vista sobre o local e um avião comercial da companhia estatal Saudi Arabian Airlines foi gravemente danificado.
Ao reivindicarem os ataques anteriores, os Houthis advertiram que aeronaves comerciais deveriam evitar o espaço aéreo saudita, declarado pelo grupo como zona de operações militares.
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