"Realmente, é difícil pensar que eles irão intensificar a situação além do que já estão fazendo, que é este gotejamento constante de sanções", segundo ele.
O abastecimento de petróleo da ilha, praticamente interrompido desde janeiro , já representa uma escalada significativa, afirma Bustamante.
Para ele, esta situação tornou a vida insuportável para a maior parte das pessoas comuns, mas ainda não criou as condições para uma reviravolta política em Cuba .
O governo cubano não se pronunciou sobre a Cancc propriamente dita. Mas, tradicionalmente, este tipo de grupo provoca indignação entre os revolucionários, que insistem que não serão expulsos pelos seus críticos em Miami .
Pergunto a alguns convidados se eles percebem a ironia de que as mesmas pessoas que apoiam uma das principais causas de angústia na ilha (o embargo econômico americano de décadas e o atual bloqueio do combustível) idealizem planos para sua reconstrução, sem a participação da maioria dos cubanos.
Hugo Orizondo reconhece que é difícil conhecer a situação atual em Cuba — Foto: BBC
Para o especialista agrícola cubano-americano Hugo Orizondo, o mais prático é traçar um caminho para o desenvolvimento de Cuba .
"No momento, Cuba é como um buraco negro", reconhece ele. "Não sabemos o que acontece ali. Mas conhecemos seu potencial" de investimento.
Orizondo afirma que compreende que os cubanos fiquem reticentes ao ver investidores estrangeiros adquirindo algo delicado como os direitos sobre terras agrícolas.
"Mas o que eles vão fazer com elas?", questiona ele. "Quando os investidores chegam, eles trazem dinheiro e tecnologia."
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