As eleições de 2026 foram concluídas, mas as reclamações sobre supostas irregularidades no pleito estão a todo vapor no Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ). A Corte acumula 21 ações contra as chapas presidenciais, com alegações de abuso de poder político e econômico, além de pedidos de investigações envolvendo os postulantes ao Palácio do Planalto.
Na mais recente, o TSE acolheu um pedido do Partido Novo e determinou a abertura de uma investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A sigla questiona a edição de medidas provisórias e decretos que ampliaram benefícios sociais e econômicos ao longo do ano eleitoral.
A legenda pede a cassação da chapa e que os dois sejam declarados inelegíveis por oito anos. A decisão de admissibilidade foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ele considerou que a ação reúne os requisitos legais para seguir em tramitação na Corte.
O partido acusa Lula de usar medidas do governo federal para favorecer a candidatura à reeleição.
Segundo o Novo, o petista editou 35 medidas provisórias e decretos entre 1º de janeiro e 16 de outubro deste ano, criando ou ampliando benefícios à população e adotando iniciativas de forte apelo popular.
Também contra a chapa vencedora foram ajuizadas onze ações por parte da campanha do principal adversário: Flávio Bolsonaro (PL).
A equipe do senador acionou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para acusar a Meta de ignorar a atuação coordenada do canal Exército de Lula, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), além de questionar uma suposta manipulação de buscas no Google e no X.
O PL e o Novo também protocolaram duas novas ações contra Lula e Alckmin por abuso de poder no desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente no samba-enredo em fevereiro.
O partido de Flávio também questionou na Justiça Eleitoral as medidas autorizadas pelo governo federal durante a campanha. Para a sigla, o presidente usou a maquina pública para favorecer sua candidatura à reeleição.
Após o segundo turno, que deu vitória ao candidato do PT, Flávio Bolsonaro questionou o resultado das urnas e afirmou que iria pedir a anulação do pleito.
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