A quantidade de laboratórios afetados ainda está sendo apurada. O incêndio atingiu, principalmente, as salas que ficavam no primeiro andar do prédio. O trabalho dos bombeiros, de controle das chamas e rescaldo do local, foi finalizado por volta das 5h desta quinta-feira (8).
Horas depois da atuação do Corpo de Bombeiros, imagens da TV Globo mostraram que ainda havia chamas dentro do centro de pesquisa. Uma nova equipe foi mobilizada, por voltadas 9h20, e enviou uma viatura de incêndio para averiguar a situação no local.
O reitor da UFPE, Alfredo Macedo, comentou sobre a recorrência de incêncios em prédios da universidade . Foram três somente na última semana, nos dias 30 de setembro, na segunda-feira (5) e na quarta-feira ( veja vídeo acima ).
"É um prédio antigo, assim como muitos outros prédios da universidade. Nós temos na UFPE mais de 360 prédios. Alguns têm idade superior a 70 ou 80 anos", disse o reitor à TV Globo .
Pesquisadores também relataram quedas de energia frequentes no centro de pesquisa, que tem instalações antigas. O uso de equipamentos novos pode ter sobrecarregado a rede, colocando em risco o funcionamento de alguns equipamentos.
"No nosso laboratório, a gente vinha tendo alguns problemas em relação a isso. Justamente porque a energia ia caindo e subindo. A gente quase perdeu o nosso 'menos 80', que é um freezer bem grande que chega a temperaturas bem baixas", disse Bianca Souza, estudante de biomedicina.
O prédio onde funciona atualmente o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica já teve outras funções, como Restaurante Universitário e a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine).
Segundo o reitor, será feita uma avaliação dos prejuízos para saber como a UFPE irá apoiar os pesquisadores prejudicados.
O incêndio vai ser investigado pela Polícia Federal (PF), que apura se foi uma ação criminosa. Em nota, a corporação informou que "equipe de peritos federais se deslocou para a UFPE, objetivando realizar exame do local".
Infográfico sobre incêndio que destruiu prédio na UFPE no dia 7 de outubro — Foto: Arte/g1
Matéria completa e créditos no veículo de origem.
Ler notícia completa na fonte →