Estudantes de universidades públicas e instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil têm organizado manifestações em defesa da educação pública e da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. As mobilizações começaram a ganhar força após o resultado do primeiro turno e também são marcadas por críticas às propostas de Flávio Bolsonaro (PL) para a área da educação.
Em Minas Gerais, atos estão previstos em Belo Horizonte, Ouro Preto, Juiz de Fora, São João del-Rei, Teófilo Otoni e Montes Claros. Na capital mineira, a manifestação será realizada nesta sexta-feira (9), às 17h, na Praça Afonso Arinos, em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A mobilização é organizada por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Estadual dos Estudantes (UEE) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG. A proposta é reunir estudantes para organizar ações de campanha em defesa da reeleição de Lula.
Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a atividade ocorre nesta quinta-feira (9), às 17h, em frente ao restaurante universitário do campus Morro do Cruzeiro. Em Juiz de Fora, a manifestação está prevista para às 18h, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Na segunda-feira (5), um dia após o primeiro turno, estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) saíram do campus do Gragoatá e caminharam pelas ruas de Niterói, em apoio a Lula e contra Flávio Bolsonaro.
Organizado pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito, junto a outras entidades estudantis, o ato reuniu estudantes com faixas, cartazes e palavras de ordem. Na entrada da Faculdade de Direito, os manifestantes estenderam uma bandeira com a frase “UFF Antifascista”. Durante a caminhada, também foram registrados protestos contra uma eventual anistia a Jair Bolsonaro.
Na terça-feira (6), uma lista que circulava entre estudantes, centros acadêmicos e entidades reunia mais de 40 assembleias, plenárias e atos em 14 estados e no Distrito Federal. As mobilizações incluem instituições como USP, UFRJ, UFBA, UFMG, UFRGS, UFPA, UFAM, UFPE e UnB.
No Rio de Janeiro, milhares de estudantes participaram, na quarta-feira (7), de uma manifestação em defesa da candidatura de Lula. O ato teve concentração na Candelária e seguiu até a Cinelândia. Entre as pautas estavam a defesa da educação pública, o fim da escala 6×1, a manutenção de direitos sociais e a defesa da democracia.
Entre os motivos que mobilizam estudantes e entidades ligadas à educação estão propostas apresentadas pelo programa de governo de Flávio Bolsonaro. Uma delas prevê a transferência da governança das universidades federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
Para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), a mudança representa uma ameaça à autonomia das universidades e pode abrir caminho para uma maior subordinação da educação pública aos interesses do mercado.
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