Ribeirão Preto tem 40 mil pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 5% da população.
Com um orçamento de R$ 3,8 milhões, a secretaria voltada para os PCDs começou as atividades em 2026.
Desde o ano passado, o município fechou acordos para inclusão profissional, abriu contratação de servidores especializados e parcerias com associações.
Ainda assim, a cidade lida com problemas, como o déficit de profissionais de apoio na educação especial.
Em março deste ano, um acordo com o governo estadual planejou o Centro TEA Paulista. O projeto prevê investimento de R$ 20 milhões.
Política públicas para PCDs: no que Ribeirão Preto avançou e onde a cidade ainda falha
Com cerca de 40 mil pessoas com deficiência, o que equivale a 5% da população, Ribeirão Preto (SP) tenta estruturar uma rede pública de inclusão historicamente fragmentada.
Nos últimos dois anos, a prefeitura criou uma secretaria dedicada e assinou acordos de capacitação. No entanto, a falta de profissionais de apoio na rede municipal de ensino e a dependência de verbas externas mantêm gargalos no atendimento.
Para o professor de gestão pública da USP, Leonardo Terra, os avanços no papel precisam vir acompanhados por um orçamento consolidado, coordenação e formação de recursos humanos para evitar que problemas históricos permaneçam sem solução.
"É um avanço ter um órgão com um conjunto de pessoas olhando atentamente para esse problema, evitando a concorrência de objetivos que ocorre em uma secretaria pulverizada. O grande problema é que esse tipo de implantação precisa ser feito de maneira sistêmica", analisa.
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