O presidente chinês, Xi Jinping, também reconheceu a situação. Ele afirmou que "a principal contradição" está "entre as crescentes necessidades do povo para uma vida melhor e o desenvolvimento desequilibrado e insuficiente".
"Flutuando" é a forma como ele descreve as pessoas que trabalham sem descanso, apenas para sobreviver, como um beija-flor que bate suas asas incessantemente para se manter no ar.
"O próximo" indica aquilo que está imediatamente à nossa volta. Xiang defende que as pessoas se preocupam com o "muito próximo" (elas próprias) e o "muito distante" (o mundo) e se descuidam com o espaço intermediário, "o próximo". Este é o motivo da sua sensação de desconexão.
Suas palavras parecem estar repercutindo fortemente entre os jovens que procuram respostas.
Um usuário da rede social chinesa RedNote escreve que "ele sempre analisa os problemas do ponto de vista dos vulneráveis, atribui o estresse pessoal a causas macro e incentiva as pessoas a participar ativamente da vida; é realmente maravilhoso".
Outro comenta que Xiang "nunca solta frases vazias e superficiais; na verdade, ele enfrenta os dilemas da vida real junto conosco".
Para Zihan, tudo se resume na disposição do professor de falar abertamente sobre estes temas.
"Aqueles que disseram algo similar não são geniais como o professor Xiang, mas outras pessoas tão geniais quanto ele não disseram essas coisas."
Nascido em 1972, Xiang atingiu a maioridade durante outro momento crucial. Na época, a China emergia do caos brutal do regime de Mao Tsé-Tung (1893-1976) para fazer comércio com o resto do mundo.
O país se urbanizou, os cidadãos comuns se tornaram empreendedores e, pela primeira vez no país comunista, os negócios dispararam.
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