A previsão é que o imóvel de dois pavimentos seja reconstruído, utilizando o mesmo projeto executivo de um centro de pesquisas da UFPE localizado em Sertânia , no Sertão do estado. Até que o prédio esteja pronto no Recife , os equipamentos novos vão funcionar em outros laboratórios da universidade .
Os equipamentos perdidos no incêndio eram de última geração , segundo a UFPE, e iam além de simples computadores. No local, por exemplo, funcionava um laboratório de Nível Biológico 3 (NB3) , também chamado de laboratório de contenção e usado para manipulação de patógenos, como coronavírus, tuberculose, HIV, dengue e febre amarela.
O que se sabe sobre os três incêndios na UFPE em oito dias 3º incêndio na UFPE afetou cerca de 200 teses e dissertações Destruição de equipamentos e pesquisas preocupa estudantes
De acordo com o vice-reitor Moacyr Cunha, o objetivo é que as pesquisas não parem, devido a importância social delas. Os centros pesquisavam temas como câncer, Covid-19 e o transtorno do espectro autista (TEA) .
"Uma parte desses equipamentos, a maioria deles, vai ser deslocada para outros laboratórios, para continuar as pesquisas nesses laboratórios enquanto a gente consegue construir o outro [prédio]. O mais importante é não deixar essas pesquisas pararem, é dar continuidade a todos esses estudos. São estudos de décadas, é uma quantidade enorme de informações", disse Moacyr Cunha ao g1 .
Ministra Luciana Santos acompanha reitor da UFPE em visita a prédio incendiado — Foto: Taynã Olimpia/g1
Enquanto os recursos federais não chegam, uma perícia foi iniciada no edifício destruído pelas chamas. A Polícia Federal, com uso de drone e robô com câmera, conseguiu visualizar os danos dentro do imóvel. Porém, para que a equipe consiga entrar com segurança, é necessário que seja feito o escoramento do prédio.
O serviço para evitar desmoronamento e preservar a estrutura durante a perícia será feito por uma empresa já contratada pela UFPE. Segundo o reitor, será feito um aditivo ao contrato em vigor, e as intervenções devem começar em até 15 dias.
"Nós estamos em contrato com uma empresa que trabalha aqui na universidade, em um determinado contrato, e vamos fazer um aditivo no contrato da empresa para iniciar imediatamente a escora da edificação. Esses recursos, o ministério também se comprometeu em fazer, mas a escora não é um orçamento expressivo. Precisa que a empresa volte aqui para fazer o estudo de como vai proceder, para a gente fazer essa contratação emergencial. Não tem [data], mas eu creio que nesses próximos 15 dias a gente tem resolvido também isso", disse o reitor.
Enquanto os peritos não conseguem acessar o prédio, a investigação segue por meio de dados coletados da área externa. Também são analisados arquivos de câmeras de segurança e registros de quem estava no campus na noite do incêndio, que foram fornecidos pela UFPE.
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