De acordo com Leonardo Barchini, o projeto executivo do novo prédio está pronto e seguirá o modelo de um centro de pesquisas da UFPE localizado em Sertânia , no Sertão do estado. A obra deve custar em torno de R$ 28 milhões.
"É um prédio alto, em torno de 7 mil metros quadrados. Esse prédio aqui tinha 3 mil metros quadrados. Então, construiremos um novo prédio imediatamente, assim que a gente finalizar a questão da perícia aqui desse prédio e a investigação. Acredito que em 30 dias a gente possa começar já as obras e o recurso ser liberado para a construção desse novo prédio", informou.
O ministro afirmou também que as bolsas dos estudantes que atuavam nas pesquisas realizadas no local serão estendidas. Além disso, ele anunciou uma parceria com universidades estrangeiras para garantir a continuidade dos estudos de alunos e pesquisadores do doutorado que estão concluindo suas teses.
"Abrimos um chamamento especial para o programa que a gente chama de PDSE, que é o Programa de Doutorado de Sanduíche no Exterior. Todos esses pesquisadores e estudantes de doutorado poderão fazer parte de seus estudos no exterior, em laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos, na França, em países que já se comprometeram a apoiar a Universidade Federal de Pernambuco", disse.
O incêndio é investigado pela Polícia Federal. Em nota, a corporação informou que peritos estiveram no local e que um inquérito policial será instaurado para apurar as circunstâncias do incêndio e verificar se houve crime.
O delegado regional executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, também esteve no local junto ao ministro e informou que equipes de perícia e investigação estiveram na Universidade para iniciar os trabalhos. Segundo ele, foram utilizados drones e robôs para acessar a área atingida pelo incêndio.
Os peritos, no entanto, só poderão entrar na edificação após a realização de um reforço estrutural e a confirmação de que o prédio oferece condições de segurança.
"Foram colhidas as informações relevantes do local naquele momento e foram iniciados os trabalhos de perícia até o momento em que foi possível avançar, com a utilização inclusive de meios como robô e drone para poder adentrar no ambiente, fazer imagens e fazer o primeiro levantamento sem a entrada dos peritos, que ainda não é possível. Nós finalizamos essa primeira parte e estamos aguardando uma definição em relação à segurança do prédio para que equipes periciais possam de fato adentrar", contou.
Segundo Rodrigo Bastos, a investigação busca identificar o que provocou o incêndio e reconstituir o que aconteceu antes do início do fogo. Algumas pessoas foram ouvidas nesta quinta-feira (8), e os depoimentos devem continuar na sexta (9).
A PF também vai reforçar a equipe responsável pela perícia. Peritos especializados do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília , devem atuar em conjunto com os profissionais que já estão em Pernambuco.
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