O MPGO questionou na Justiça a constitucionalidade do programa "Escudo Feminino", criado em Goiânia. A lei prevê auxílio financeiro para vítimas de violência comprarem armas.
Chamado de "bolsa arma", o projeto oferece aulas de defesa pessoal e apoio jurídico. Ele pode evoluir para auxílio na compra de sprays, aparelhos de choque e armas.
O prefeito Sandro Mabel vetou os auxílios financeiros por considerar o tema competência da União. Os vereadores derrubaram os vetos e a Câmara Municipal promulgou a lei.
O MPGO também apontou falta de análise dos impactos financeiros. Procuradores da prefeitura e da própria Câmara haviam se manifestado a favor dos vetos.
MP aciona a Justiça contra lei que prevê auxílio para compra de armas por mulheres vítimas
O programa de Goiânia que instituiu a chamada "bolsa arma" para mulheres em situação de violência doméstica está sendo questionado na Justiça pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Segundo apuração da TV Anhanguera, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) alega que o programa, aprovado e promulgado pela Câmara dos Vereadores é inconstitucional.
Pelo programa, chamado "Escudo Feminino" as mulheres vítimas de violência poderão buscar ajuda, inicialmente, com aulas de defesa pessoal, apoio psicológico e jurídico. O apoio do programa pode evoluir para auxílios financeiros para a compra de spray de defesa pessoal, dispositivo de choque e até arma de fogo.
Depois de ser aprovado pelos vereadores, o projeto de lei teve diversos trechos vetados pelo prefeito Sandro Mabel, entre eles os das concessões desses auxílios. Por meio da Procuradoria-Geral do Município, o prefeito afirmou que o tema compete exclusivamente à União, mesmo argumento usado na atual ADI proposta pelo Ministério Público.
Os vetos de Mabel foram derrubados pelos vereadores e, com isso, a lei foi promulgada pela Câmara.
Até R$ 5 mil para a compra de arma de fogo; Até R$ 1.200 para a compra de equipamento eletrônico (conhecido como taser); Até R$ 1.500, para despesas com cursos teóricos e práticos de armamento e tiro; Até R$ 400 para compra de spray de defesa pessoal; Até R$ 150 mensais para curso de defesa pessoal e artes marciais, pelo prazo de até 3 meses.
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