A Embrapa abriu novas possibilidades de cooperação tecnológica com a indústria de biodiesel após uma visita técnica à fábrica da Binatural, em Formosa, Goiás. Entre as frentes identificadas estão pesquisas para aproveitar melhor o glicerol bruto e o uso de enzimas no tratamento de matérias-primas mais difíceis de processar, como óleo de fritura e óleos ácidos. A aproximação ocorreu em 17 de setembro e deverá continuar em um novo encontro, ainda sem data definida.
A agenda reuniu 17 profissionais da Embrapa Agroenergia e permitiu que o grupo acompanhasse de perto como a unidade transforma diferentes matérias-primas em biocombustível. Mais do que conhecer equipamentos, a equipe procurou identificar problemas industriais que possam receber soluções desenvolvidas em conjunto.
Uma das oportunidades apontadas após a visita está no pré-tratamento de insumos considerados de qualidade inferior.
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Mônica Damaso, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, citou a aplicação de enzimas como uma alternativa que poderá ser estudada para melhorar o processamento de materiais como óleos ácidos e resíduos de fritura .
Outra linha envolve o glicerol bruto, gerado durante a produção de biodiesel. A proposta é avaliar maneiras de aumentar o aproveitamento desse subproduto e encontrar aplicações que agreguem valor ao processo industrial.
Segundo Mônica, o contato direto com a operação tornou possível discutir gargalos tecnológicos que fazem parte da rotina da indústria. Para a pesquisadora, essa aproximação permite direcionar conhecimento científico para problemas concretos encontrados durante a fabricação do combustível.
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