O governo americano barrou a Microsoft e outras empresas de tecnologia de um programa de green card nesta quinta-feira (8). A suspensão atinge gigantes do setor.
Segundo o vice-presidente JD Vance, a medida visa pressionar as companhias a priorizar a contratação de trabalhadores norte-americanos.
O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, afirmou que novos pedidos não serão aceitos. As solicitações pendentes também deixarão de ser analisadas.
As autoridades americanas suspeitam de irregularidades e possíveis fraudes nos programas migratórios. Nenhuma prova detalhada foi apresentada publicamente até o momento.
JD Vance acusou a Microsoft de uso abusivo do visto H-1B. Empresas do setor defendem que a contratação supre a falta de profissionais especializados.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, fala durante entrevista à imprensa sobre iniciativas antifraude do governo norte-americano, em Washington, em 8 de outubro de 2026. — Foto: Nathan Howard/ Reuters
O governo dos Estados Unidos ampliou sua ofensiva contra a contratação de trabalhadores estrangeiros e anunciou nesta quinta-feira (8) a suspensão de grandes empresas de tecnologia de um programa que permite a obtenção do green card , o visto de residência permanente no país.
Além da Microsoft, a medida também atinge gigantes do setor de tecnologia e consultoria, como Adobe, Cognizant, Infosys, Tata Consultancy Services (TCS), Wipro, HCL e Capgemini. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o objetivo é pressionar as empresas a priorizar a contratação de trabalhadores norte-americanos.
"Nossa mensagem para a Microsoft é: vocês são uma grande empresa norte-americana, mas precisam contratar grandes trabalhadores norte-americanos", afirmou o vice durante o evento Protecting American Workers, Fighting Visa Fraud (Protegendo os Trabalhadores Americanos e Combatendo Fraudes em Vistos).
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