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Ainda assim, levar esses eleitores a reconsiderarem e votarem é uma das estratégias de comunicação do presidente Lula, que saiu em desvantagem da primeira etapa de votação. Medeiros indica que esse será um dos maiores desafios a partir de agora.
"O segundo turno acende um alerta ainda maior para a abstenção. Com 21 governos estaduais definidos, a eleição presidencial será a única disputa em grande parte do país", explica o cientista político.
"Isso esvazia a mobilização política nos estados, desestimula o engajamento das lideranças locais e enfraquece as estruturas de campanha responsáveis por levar o eleitor às urnas", disse Medeiros.
Dados do TSE mostram que os maiores percentuais de eleitores que deixaram de votar são das regiões: 15 milhões de eleitores do Sudeste (22,7%) e 2,6 milhões do Centro-Oeste (21,7%).
"Aumentar o comparecimento, portanto, não significa aumentar os votos de Lula. Tudo depende do perfil político de quem ficou em casa", afirmou Medeiros.
Já no Nordeste, região que votou em sua maioria em Lula, 18,4% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas. O contingente representa 8 milhões de eleitores.
Levar esse eleitor às urnas, no entanto, representa um desafio para as campanhas que buscam ampliar o número de votos.
"Embora o voto seja obrigatório no Brasil, a multa pelo não comparecimento é irrisória. O custo e as dificuldades para chegar às urnas, especialmente para eleitores de renda mais baixa, superam o valor da própria penalidade", explica.
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