A renovação do Congresso Nacional eleito em 2026 foi mais expressiva na troca de ocupantes das cadeiras do que na entrada de novos nomes na política institucional , segundo revela estudo do Ranking dos Políticos. O levantamento diferencia a renovação bruta (quando uma cadeira passa a ser ocupada por outra pessoa) da renovação líquida (que considera os eleitos sem experiência anterior em mandatos eletivos ou cargos políticos de primeiro escalão).
Segundo o levantamento, 43,7% das cadeiras do Congresso mudaram de ocupante, mas apenas 9% dos eleitos não tinham registro de mandato eletivo ou de cargo político de primeiro escalão . Dos 567 deputados e senadores eleitos, 319 (56,3%) foram reconduzidos aos cargos que já ocupavam. Outros 248 passaram a ocupar cadeiras diferentes, mas apenas 51 não tinham experiência política institucional anterior.
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Na Câmara, 208 das 513 cadeiras terão novos ocupantes, o equivalente a uma renovação bruta de 40,5%. Desse total, 176 parlamentares exercerão o primeiro mandato na Casa, enquanto 32 são ex-deputados que retornam após um período fora do Legislativo.
A taxa de primeiro mandato ficou em 34,3%, abaixo dos 39,4% registrados em 2022. O dado indica uma redução na proporção de parlamentares que chegam pela primeira vez à Câmara.
Mesmo entre os 176 novatos, a experiência política anterior é predominante . Ao todo, 125 já exerceram mandatos eletivos, enquanto outros seis ocuparam cargos políticos de primeiro escalão sem passar pelas urnas. Somados, esses grupos representam 74,4% dos parlamentares que estreiam na Casa.
As Assembleias Legislativas são a principal origem dos novos deputados federais: 59 eleitos já foram deputados estaduais ou distritais. Outros 38 são ex-vereadores e 24 passaram por prefeituras como prefeitos ou vice-prefeitos.
A renovação líquida da Câmara ficou em 8,8%, correspondente a 45 deputados sem registro de mandato eletivo ou de cargo político de primeiro escalão anterior à eleição.
Para Gabriel Jubran, diretor de Relações Governamentais do Ranking dos Políticos, “os números mostram que trocar o ocupante de uma cadeira não significa, necessariamente, renovar a política”.
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