A consultora Letícia Barros transformou a produção de café de 15 anos de seu avô na marca de café especial Cumbré, em Itapecerica, Minas Gerais.
Ela pausou sua carreira tributária há cerca de 1 ano e meio. Letícia estudou gestão no agronegócio e a qualidade dos grãos produzidos na fazenda.
Em dezembro de 2025, o café da propriedade recebeu a classificação de café especial. A descoberta ocorreu após análises feitas na cidade de Bom Sucesso.
Lançado há 4 meses, o Café Cumbré homenageia as avós espanholas de Letícia. Toda a produção, colheita e torra são feitas de forma sustentável.
Atualmente comercializada em redes sociais, a marca integra programa do Sebrae. Os planos futuros incluem criar um e-commerce e expandir para Belo Horizonte.
Na fazenda, o avô planta e colhe. Na cidade, a neta transforma os grãos em uma marca. Entre uma ponta e outra dessa história está o Café Cumbré, uma produção que começou há apenas quatro meses, mas que carrega uma trajetória construída ao longo de anos em Itapecerica , no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Letícia Barros e o avô Vitor Penido de Barros, na fazenda em Itapecerica onde é plantado o café Cumbré — Foto: Letícia Barros/Divulgação
Esta é a 9ª reportagem da série “Itapecerica: Sabores, sons e memórias”, publicada pelo g1 aos domingos para contar a identidade cultural da cidade a partir de personagens, histórias e tradições que ajudam a preservar a memória da cidade.
Nesta edição, a história é do café Cumbré, um grão cultivado, colhido e torrado em Itapecerica, em uma tradição que atravessa gerações e transforma uma plantação iniciada pelo avô em um produto que hoje carrega a identidade da família e da própria cidade.
Letícia durante a torra do café Cumbré em Itapecerica — Foto: Letícia Barros/Divulgação
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