A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou 10 pessoas suspeitas de adulterar e desviar cargas de fertilizantes no Triângulo Mineiro.
O grupo retirava rastreadores dos caminhões para simular que estavam parados em um posto, enquanto desviava as cargas.
No galpão, misturavam fertilizante puro com insumos mais baratos para revenda. O esquema causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão.
Investigação começou com apreensões realizadas em julho — Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação
A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que, segundo as investigações, adulterava e desviava cargas de fertilizantes no Triângulo Mineiro. Em julho de 2026, uma apreensão foi feita em Araguari .
Para esconder o desvio dos caminhões, o grupo retirava os rastreadores dos veículos e deixava os equipamentos em um posto de combustíveis, fazendo com que o sistema indicasse que as cargas permaneciam no local.
A investigação aponta que o esquema causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão a fabricantes e transportadoras do setor agrícola. O centro da operação funcionava em um galpão às margens da MG-414, em Araguari .
Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com fertilizantes puros desviavam das rotas previstas e seguiam para o imóvel. Antes disso, os motoristas envolvidos no esquema desacoplavam os rastreadores dos veículos.
Os equipamentos eram entregues a outro integrante do grupo, que permanecia em um posto de combustíveis. Dessa forma, as empresas de gerenciamento de risco e as seguradoras recebiam a informação de que os caminhões continuavam parados no posto, enquanto, na verdade, estavam no galpão.
No galpão, parte do fertilizante puro era retirada das cargas. O restante era misturado a insumos de menor valor, com a ajuda de máquinas como pá carregadeira e empilhadeira.
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