Para Stakeman, os sistemas de inteligência artificial refletem, em larga escala, o comportamento humano. Essa característica, segundo ele, já seria motivo suficiente para discutir mudanças nas regras de uso.
A possibilidade de atribuir consciência às máquinas também enfrenta resistência. O chefe de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, rejeitou essa ideia em um ensaio publicado no mês passado.
“As IAs não estão conscientes. Elas não sentem, não experimentam nem sofrem”, escreveu Suleyman.
Ele também argumentou que conceder direitos e proteções morais a sistemas tecnológicos cada vez mais capazes poderia trazer riscos.
Na quinta-feira (8), o papa Leão XIV abordou o tema em um sermão em italiano na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Ao falar sobre as diferenças entre o pensamento humano e o processamento de informações pelas máquinas, o pontífice afirmou que os algoritmos compilam dados mais rapidamente do que as pessoas, mas destacou a importância das experiências vividas e da dimensão espiritual humana.
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