Em entrevista ao NeoFeed , Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola Brasil, diz que mercado só volta a avançar com alívio nos juros e ajuste fiscal. Enquanto isso, a saída da empresa é acelerar na categoria ultrapremium
A crise do endividamento das famílias brasileiras impactará o mercado de smartphones, com uma previsão de queda de 8% nas vendas em 2026. Isso significa três milhões de celulares a menos.
Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola Brasil, destaca que a solução para essa situação depende da redução da taxa Selic, do ajuste fiscal e da reforma tributária, independentemente de quem vencer as eleições.
Ele enfatiza a necessidade de combater o contrabando e simplificar a tributação para tornar o mercado mais justo.
A Motorola, que detém 30% do mercado nacional, aposta no segmento ultrapremium para crescimento, mas enfrenta desafios devido aos altos custos de produção no Brasil, que inviabilizam a exportação.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A crise do endividamento das famílias brasileiras terá um impacto direto no mercado de smartphones. Com um volume anual acima de 35 milhões de unidades vendidas por ano, a perspectiva é que, em 2026, haja uma redução de 8% nas vendas. Isso significa cerca de três milhões a menos de telefones celulares.
Às vésperas do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a única forma de mudar este panorama é que o próximo presidente encontre saídas para reduzir a taxa Selic - hoje no patamar de 13,75% ao ano -, os gastos públicos e de aumentar o consumo da população brasileira.
“O que o Brasil precisa é endereçar o tema dos juros e a questão fiscal. Independentemente de quem ganhar a eleição, é preciso encontrar uma solução. Hoje, o smartphone não é mais um item de luxo”, diz Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola Brasil, em entrevista ao NeoFeed .
Segundo Vidigal, é necessário também criar mecanismos para diminuir o volume de celulares contrabandeados no mercado nacional, que em muitos casos são encontrados em marketplaces a preços até 40% abaixo dos aparelhos vendidos no varejo legalizado.
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