Por Fábio Amato , Márcio Falcão , Luiz Felipe Barbiéri , TV Globo — Brasília
A suspensão do caso Master pela presidência do STF completou 1 mês. A medida trava pedidos da Polícia Federal para investigações e análises de soltura de presos.
No dia 12 de setembro, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça enviasse os processos do caso à Presidência.
Em 25 de setembro, Fachin solicitou que a PGR se manifestasse sobre questões pendentes. A manifestação envolve revogações de prisões e sigilos.
Na última quarta-feira (7), a defesa de Daniel Vorcaro reforçou o pedido de liberdade. O gabinete de Mendonça informou que aguarda a devolução dos autos pela Presidência.
Investigadores e advogados apontam que a suspensão do caso Master pela presidência do Supremo Tribunal Federal ( STF ) está represando pedidos da Polícia Federal para avançar nas investigações, além da análise sobre a manutenção ou não da prisão de investigados.
No dia 12 de setembro, o presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin , determinou que o ministro André Mendonça enviasse à Presidência todos os processos relacionados às investigações do Master , que apura supostas fraudes financeiras, além de corrupção, lavagem de dinheiro, coação, vazamento de dados sigilosos e o envolvimento de autoridades com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A medida foi tomada em meio à crise institucional instalada no Supremo após Mendonça determinar à PF a elaboração de um relatório sobre as conexões de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes .
Também foram levantadas, por aliados de Moraes, acusações de que o relator do Master estaria direcionando as investigações , o que Mendonça nega.
Do dia 12 de setembro para cá, investigadores ouvidos pelo g1 afirmam que a Polícia Federal manteve o ritmo das linhas de apuração dentro de suas atribuições, tocando medidas que estavam pendentes e análises de materiais.
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