Ação cita possível uso de estrutura pública em favor de candidata e determina preservação de provas e documentos
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou o prosseguimento de uma investigação contra a candidata a deputada estadual Viviane Facundes da Silva (PSD) e o prefeito de Gravatá Joselito Gomes (PSD) por suspeitas de abuso de poder político e econômico e de uso indevido de estruturas públicas durante as eleições de 2026. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (1º).
A ação foi apresentada pelo candidato a deputado estadual Léo do Ar (PP). Segundo a acusação, os investigados teriam utilizado bens, eventos, estruturas e informações vinculadas à Prefeitura de Gravatá em benefício da candidatura de Viviane Facundes.
Entre os fatos citados estão um encontro com lideranças religiosas no Salão 3S, a divulgação de uma ordem de serviço relacionada à Feira Livre, a participação no Festival Pernambuco Meu País, incluindo um episódio envolvendo o cantor Daniel, a solenidade de 7 de Setembro, o uso de cones identificados com a Prefeitura em um adesivaço eleitoral e a utilização de um ônibus da empresa “Soares” para deslocamento a um evento político.
A investigação também passou a incluir a divulgação do Residencial Riacho do Mel 2, após o autor apresentar um aditamento à ação. O relator, desembargador eleitoral Erik de Sousa Dantas Simões, determinou que a empresa Meta preserve dados de seis publicações do Instagram relacionadas aos fatos investigados.
Viviane Facundes e Joselito Gomes também foram obrigados a preservar os conteúdos relacionados às publicações investigadas em seus respectivos perfis.
O Município de Gravatá deverá apresentar, em até cinco dias, documentos e informações sobre os episódios. Entre as determinações estão esclarecimentos sobre eventual participação da Prefeitura no encontro do Salão 3S, a ordem de serviço da Feira Livre, imagens do Festival Pernambuco Meu País e do 7 de Setembro, os cones utilizados no adesivaço e o ônibus usado no deslocamento para evento político.
A Prefeitura também deverá entregar documentos sobre o Residencial Riacho do Mel 2 e identificar os agentes públicos que eventualmente autorizaram ou determinaram a utilização de estruturas municipais nos episódios investigados.
Veja também: Primeira-dama de Gravatá pede medidas protetivas de urgência contra vereador Pernambuco já tem 17 parentes de prefeitos pré-candidatos a deputado estadual MPPE investiga contrato envolvendo Prefeitura de Gravatá e empresa de parente de servidora comissionada
Os investigados terão cinco dias para apresentar defesa, documentos e testemunhas, se cabível. O Ministério Público Eleitoral foi comunicado.
Matéria completa e créditos no veículo de origem.
Ler notícia completa na fonte →