A justificativa apresentada aos fiscais foi de que os médicos estariam em horário de descanso e teriam ido dormir dentro dos próprios veículos devido às condições do alojamento da unidade.
Segundo Osmar Jeronymo, no entanto, a justificativa não correspondia ao que foi constatado pela equipe durante a vistoria.
“Nós constatamos que isso realmente não era verdadeiro e que eles não estavam presentes na unidade”, afirmou o conselheiro.
Os auditores também observaram o atendimento na recepção. Segundo o conselheiro, algumas pessoas que aguardavam atendimento foram atendidas rapidamente após a chegada da equipe do Tribunal de Contas.
“Percebemos que tinham algumas pessoas na recepção e que, quando o Tribunal de Contas chegou, rapidamente foram atendidas. Esse também é um item a ser avaliado”, afirmou.
Após a vistoria, Osmar Jeronymo encaminhou um ofício ao secretário municipal de Saúde de Campo Grande questionando a distribuição dos profissionais nos diferentes períodos de atendimento.
Segundo o documento, dez médicos estavam escalados para o plantão noturno no CRS Tiradentes, mesmo em um dia de semana em que a demanda pela unidade é considerada baixa.
O TCE-MS questionou se o número de profissionais escalados para o período noturno não estaria acima da necessidade, enquanto, durante o dia, a quantidade de médicos poderia ser insuficiente para atender à demanda.
O Tribunal também levantou questionamentos sobre o controle de frequência dos profissionais. Os auditores verificaram a existência de registro eletrônico de ponto e, paralelamente, de uma folha de frequência preenchida e assinada manualmente.
O conselheiro solicitou ainda que a Secretaria informe ao Tribunal de Contas a situação funcional dos profissionais que estavam escalados para os plantões, esclarecendo quais são servidores efetivos e quais atuam como plantonistas.
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