Mesmo sem chuva na cidade há três dias, rio continua subindo; duas pessoas foram acolhidas desde o início das fortes chuvas.
O Rio Itapetininga alcançou seis metros acima do nível normal na segunda-feira (28), em Itapetininga (SP), e a Defesa Civil estima que 378 casas tenham sido afetadas pela cheia.
Mesmo sem registro de chuva na cidade nos últimos três dias, o nível do rio continua subindo. No sábado (26), a medição era de 5,70 metros acima do normal; no domingo (27), chegou a 5,91 metros.
O tenente Lincoln Almeida, da Polícia Militar Ambiental, explicou que a elevação ocorre pela chegada da água acumulada na cabeceira do rio, processo conhecido como onda de enchente.
Durante o período de fortes chuvas iniciado na primeira quinzena de setembro, duas pessoas ficaram desabrigadas e precisaram ser acolhidas pela prefeitura.
Em 2025, o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil de Itapetininga classificou Porto Velho/Vila dos Pescadores como área R4, de risco muito alto para enchentes, alagamentos e inundações. O documento de planejamento estimava 100 casas e ranchos ameaçados nessa área; esse número é anterior à cheia de setembro de 2026 e não deve ser somado nem confundido com a estimativa atual de 378 casas afetadas.
Com previsão de chuva para terça-feira (29), a Defesa Civil orienta moradores a não tentarem retornar aos bairros afetados. Em caso de tempestade, a recomendação é buscar abrigo em local seguro e manter distância de árvores, postes e estruturas metálicas.
A cheia também atingiu bairros de Sarapuí (SP), cidade vizinha. Até sexta-feira (25), seis casas eram monitoradas pela prefeitura, e o Rio Itapetininga estava quatro metros acima do nível comum no município.
Em Sarapuí, o Ginásio de Esportes, na Rua Julio Prestes, 756 , no Centro, foi disponibilizado para acolher famílias em caso de necessidade. A orientação é deixar as áreas afetadas e procurar imediatamente um local seguro.
Edição: Júnior Cardoso , editor-chefe do PIRANOT. Identificou um erro? Entre em contato .
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