Em junho deste ano, Luiza passaria por uma nova troca da endoprótese. O implante antigo foi retirado e um espaçador foi colocado no local para preparar a cirurgia.
Durante esse período, porém, o espaçador se quebrou enquanto a atleta se movimentava na cama. O problema provocou dores e novas complicações.
Foi quando o médico apresentou duas possibilidades à paciente: colocar uma nova endoprótese, que precisaria ser substituída novamente cerca de dez anos depois, ou realizar a amputação, que poderia ser a última cirurgia da vida dela.
Luiza contou que a possibilidade de passar novamente por anos de procedimentos fez com que ela refletisse sobre a vida que desejava ter no futuro. A decisão foi tomada após conversar com a família, o noivo, amigos e médicos.
A jogadora de vôlei explicou que, como o osso da coxa era muito curto, a amputação normalmente seria realizada na altura do quadril.
O médico, porém, aproveitou a parte saudável dos ossos abaixo do joelho. Eles foram reposicionados e unidos à parte restante do fêmur com uma placa, permitindo que a amputação ficasse mais próxima do joelho.
A recuperação e a adaptação ainda estão no início. Mesmo assim, Luiza já percebe mudanças positivas na rotina. Antes da cirurgia, ela estava andando com a ajuda de muletas havia três meses. Segundo a atleta, as atividades do dia a dia ficaram mais fáceis depois da amputação.
Para Luiza, a amputação não representa uma perda. Ela afirmou que o procedimento trouxe a possibilidade de recuperar a liberdade. A possibilidade da amputação já havia sido pensada anteriormente, mas a atleta disse que foi importante ela se preparar psicologicamente e amadurecer primeiro.
"Eu não vejo a amputação como uma coisa que me tirou algo. Eu vejo como algo que me deu liberdade de viver de novo", disse.
A atleta também defende que a amputação seja tratada com mais naturalidade e que as necessidades das pessoas com deficiência sejam consideradas, inclusive os impactos emocionais, familiares e financeiros e o alto custo das próteses.
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