O Prêmio Educador e Educadora Antirracista selecionou 5 projetos de escolas públicas do oeste do Pará. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (9).
O 1º lugar ficou com um projeto de literatura afrocentrada em Santarém. Iniciativas de Oriximiná e Monte Alegre também foram premiadas, dividindo R$ 16 mil.
A iniciativa é do grupo Afroliq, da Universidade Federal do Oeste do Pará. A entrega dos prêmios está marcada para o dia 19 de novembro.
O Prêmio Educador e Educadora Antirracista selecionou cinco projetos pedagógicos de escolas públicas da região oeste do Pará que transformam o combate ao preconceito em prática diária de ensino. A divulgação do resultado ocorreu nesta sexta-feira (9) e contemplou trabalhos desenvolvidos por professores nos municípios de Santarém , Oriximiná e Monte Alegre, com repasse total de R$ 16 mil para os autores das iniciativas.
O primeiro lugar da premiação ficou com o projeto voltado à valorização da literatura infantil afrocentrada, implementado no Centro Educacional Municipal de Educação Infantil (Cemei) Nazaré do Socorro Ramos Rodrigues, no bairro de Santarém. Criado pelas educadoras Beatriz Oliveira de Jesus, Daniele de Assis Sousa e Valdelice Rodrigues da Silva do Carmo, o plano pedagógico foca no enfrentamento ao preconceito logo na primeira infância e recebeu a quantia de R$ 6 mil.
A valorização do território tradicional rendeu a segunda colocação aos docentes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Boa Vista, localizada em Oriximiná, com proposta pedagógica voltada à afirmação da identidade escolar a partir do contexto quilombola, contemplada com R$ 4 mil. Já o terceiro lugar voltou para Santarém, com o projeto da Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Bela Vista, focado em representatividade nas primeiras etapas do ensino, premiado com R$ 3 mil.
Na quarta colocação, a Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Presidente Fernando Henrique, sediada em Monte Alegre, garantiu R$ 2 mil com o projeto "Mulheres Ancestrais: Ginga, aldeia e resistência". O quinto lugar, com bonificação de R$ 1 mil, premiou o corpo docente da Escola Estadual São Felipe (Escola Estadual Rural de Santarém), que elaborou metodologia multidisciplinar para manter o debate antirracista no currículo regular durante todo o ano letivo.
A iniciativa é organizada pelo Grupo de Pesquisa em Literatura, História e Cultura Africana, Afro-Brasileira, Afro-Amazônica e Quilombola (Afroliq), órgão ligado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). O evento de entrega das honrarias aos professores está marcado para o dia 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra.
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