Uma fêmea de elefante-marinho deu à luz um filhote na Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (7).
Este é o primeiro nascimento registrado da espécie no estado. Segundo o Nema, no Brasil inteiro ocorreram apenas 3 nascimentos.
O local foi isolado para monitoramento da mãe e do filhote por pelo menos 20 dias. O Nema orienta evitar aglomerações e animais domésticos.
Um macho da mesma espécie foi avistado para descansar na região na terça-feira (6). O Cram explica que a aparição não é comum.
Nascimento inédito no RS: fêmea de elefante-marinho tem filhote na Praia do Cassino
Após um elefante-marinho macho ser avistado ao longo da faixa de areia na Praia do Cassino , em Rio Grande , no Sul do RS, na quarta-feira (7), agora uma fêmea apareceu na mesma região — e, na tarde de quarta, surpreendeu ao dar à luz um filhote.
Segundo o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), trata-se do primeiro filhote de elefante-marinho a nascer no estado que se tem registro . "Só tiveram três nascimentos no Brasil", diz Sérgio Curi Estima, coordenador do Projeto Pinípedes do Sul.
Após a confirmação do nascimento, o local foi delimitado. O Nema monitora a saúde da mãe e do filhote. A fêmea deve permanecer na praia por pelo menos 20 dias para amamentar . Durante esse período, ela não retornará ao mar para se alimentar.
"A gente vai ter a oportunidade de ver ele crescer aqui na nossa praia. Ele pode ganhar em torno de 5 a 8 kg por dia, só com o alimento da fêmea", explica o especialista.
Os pesquisadores observaram intensa comunicação sonora entre os animais . "Após o nascimento, as primeiras horas, tem uma vocalização entre fêmea e filhote para eles se encontrarem. Imagina que aqui, se eles estivessem em uma colônia, seriam milhares de animais. Então, a vocalização é muito importante para eles se encontrarem e para saber quem é a mãe e o filhote", detalha Sérgio.
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