Essa é a primeira despesca do Projeto Moro-Morí, na comunidade indígena Truaru da Cabeceira. — Foto: PMBV
A última semana do mês de setembro, foi de muito trabalho e também de celebração na Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira. As famílias envolvidas no Projeto Moro-Morí , idealizado pela Prefeitura de Boa Vista, participaram da despesca no tanque do local, momento que marca mais um ciclo de criação e retirada de peixes.
Foram retiradas mais de duas toneladas de peixe, pesando em média 2,7 quilos. Para as famílias que acompanharam o processo de desenvolvimento, a despesca representa o resultado de meses de cuidado, aprendizado e fortalecimento da comunidade.
O 2º Tuxaua da comunidade, Kennedy Ângelo Amandes, de 39, destacou que essa primeira despesca, que abrange o projeto de piscicultura local, é um marco de grande importância para as famílias envolvidas.
“Essa é uma iniciativa muito boa. Estamos gratos por esse momento. Os membros da comunidade trabalham juntos nesse projeto, que nos ajuda bastante, garantindo a sustento das nossas famílias e também de outras comunidades. É um incentivo muito bom da prefeitura e nossa ideia é continuar” , disse.
Parte dos peixes será destinada ao consumo das famílias da comunidade. Outra será comercializada, criando uma possibilidade de geração de renda a partir da própria produção.
É nessa combinação entre alimento e renda que o projeto ganha um significado que vai além da criação de peixes. O tanque passa a fazer parte da rotina das comunidades e, ao final de cada ciclo, o resultado retorna para as próprias famílias.
A despesca é a última etapa de um processo que começa meses antes. Durante o ciclo de produção, as famílias recebem acompanhamento e participam de atividades relacionadas ao manejo dos peixes.
O trabalho inclui a preparação dos tanques, tratamento da água, acompanhamento do desenvolvimento dos animais, biometria mensal, assistência técnica e capacitação.
“Esse é um trabalho que foi desenvolvido, justamente, para melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias das comunidades. Parte desses peixes serão consumidos e o restante será vendido para reinvestimento. Desde o início, a prefeitura presta assistência, com escavação do tanque e fornecimento dos materiais necessários para a condução da atividade” , destacou o secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas.
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