A sondagem é feita com uma máquina equipada com uma broca oca, que perfura o solo e retira cilindros de terra e rocha, chamados de testemunhos de sondagem . A partir da técnica é possível identificar em quais profundidades os elementos ocorrem e como eles estão distribuídos no subsolo.
Antes, as análises eram feitas com amostras retiradas de trincheiras abertas em diferentes pontos do Complexo Barreira, com profundidades de até 15 metros. Agora, a sondagem permite coletar amostras desde poucos centímetros abaixo do solo até profundidades superiores a 100 metros .
Segundo o pesquisador da UFRR Carlos Eduardo Lucas Vieira, doutor em geociências que atua na pesquisa desde o ano passado, o trabalho em campo permite mapear as camadas do subsolo.
"Nós vamos com uma perfuratriz, vamos fazer furos no terreno e recuperar um cilindro de amostras. Pode ser [amostra] de solo, pode ser de rocha. A partir dessas amostras, nós temos condições de montar depois um perfil do solo e [saber] a cada profundidade que a gente conseguiu alcançar, o que tem de material geológico", explicou Carlos Eduardo.
Máquina usada durante processo de sondagem no Complexo Barreira, no Sul de Roraima. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR
A quantificação é necessária para determinar se a área pode ser classificada como jazida. Para isso, os pesquisadores precisam comprovar o volume de material e a concentração dele.
"Esse passo é fundamental [...] porque, na geologia, para algo poder ser chamado de jazida, precisamos ter esse tipo de quantificação. Se não tiver essa quantificação, a gente não consegue dizer se é uma [jazida] ou não", destacou Carlos.
Após a coleta no campo, parte do material é examinada no próprio local e outra parte segue para o laboratório. A equipe avalia características físicas como a textura, o tamanho dos grãos do solo e a presença de matéria orgânica.
Caso os testemunhos cheguem úmidos ao laboratório, eles passam por estufas de secagem antes das análises. O trabalho pode durar até cerca de três meses , dependendo da quantidade de amostras coletadas.
Trincheira na pesquisa de terras raras no interior de Roraima. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR/Arquivo
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