O policial militar Geraldo Ferreira da Silva Júnior vai a júri popular pela morte do ex-namorado Luís Bezerra de Oliveira. O crime ocorreu em dezembro de 2024.
A Justiça rejeitou a absolvição sumária do réu, que responde em liberdade. O Ministério Público contesta a tese de legítima defesa apresentada pelo policial.
Uma câmera de segurança registrou a vítima pulando o muro da casa do militar. Eles mantinham um relacionamento conturbado de mais de 2 anos.
O réu alegou ter agido por "instinto" após ser ameaçado com uma faca. A irmã de Luís contestou e declarou que o policial ameaçava a vítima.
O policial militar Geraldo Ferreira da Silva Júnior vai ser julgado pelo tribunal do júri. Ele é réu em um processo que investiga a morte do ex-namorado, identificado como Luís Bezerra de Oliveira. A vítima, que tinha 29 anos, morreu em dezembro de 2024.
Na sentença de pronúncia, a Justiça rejeitou o pedido da defesa dele por absolvição sumária. Ainda não há data para o julgamento. O g1 entrou em contato com o militar, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
Anteriormente, o policial militar alegou que a morte foi em legítima defesa, pois teria sido atacado e ameaçado por Luís com uma faca, na tentativa de matá-lo. No entanto, a denúncia do Ministério Público alegou que os laudos periciais enfraquecem essa tese.
O juiz João Makson Bastos de Oliveira concedeu o direito a Geraldo Júnior para continuar respondendo ao processo em liberdade pois ele "apresentou-se espontaneamente à autoridade policial e compareceu à audiência de instrução, inexistindo, por ora, elementos concretos que indiquem a necessidade de decretação de prisão preventiva ou de imposição de medidas cautelares diversas".
Geraldo e Luís namoraram por mais de dois anos, conforme a família da vítima. No entanto, o relacionamento era conturbado, de acordo com testemunhas. No dia da morte, uma câmera de segurança flagrou Luís pulando o muro para entrar na casa de Geraldo ( veja no topo da reportagem ).
Luís foi atingido com nove disparos, sendo cinco pelas costas — fato que, para o Ministério Público, enfraquece a versão do acusado, de legítima defesa.
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