A menos de 24 horas da abertura das urnas, uma ofensiva da Polícia Federal colocou Rondonópolis(220 KM de Cuiabá) no centro das atenções neste sábado (3). O secretário municipal de Governo, Mykaell Vitorino, e o diretor-presidente do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Victor Vitorino, estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos no âmbito de investigações sobre possíveis crimes eleitorais.
A ação em Rondonópolis integra um conjunto de quatro operações deflagradas pela Polícia Federal em Mato Grosso, com 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral. Durante as diligências realizadas no Estado, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 235 mil em dinheiro, além de materiais considerados de interesse das investigações.
A Polícia Federal não informou oficialmente em quais endereços ou em qual das operações os valores foram encontrados, razão pela qual não é possível atribuir os R$ 235 mil apreendidos especificamente aos dois gestores de Rondonópolis.
A ofensiva acontece justamente na véspera do primeiro turno das eleições gerais, marcado para este domingo (4), elevando a temperatura política no município.
Segundo informações divulgadas pela imprensa mato-grossense, a frente de investigação em Rondonópolis apura suspeitas de abuso de poder político e econômico e eventual utilização da estrutura pública em benefício da campanha da primeira-dama do município, Alessandra Ferreira (Podemos), candidata a deputada estadual.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam comprovação de responsabilidade dos envolvidos.
A presença de dois integrantes da administração municipal entre os alvos ampliou a repercussão política da operação.
Mykaell Vitorino ocupa a Secretaria Municipal de Governo, enquanto Victor Vitorino comanda o Sanear, autarquia responsável pelos serviços de saneamento de Rondonópolis.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os gestores neste sábado. A medida judicial tem natureza investigativa e busca a obtenção de elementos que possam esclarecer os fatos apurados pela Polícia Federal e pela Justiça Eleitoral.
O caso tramita sob sigilo, e até o momento não foram divulgados oficialmente todos os elementos que fundamentaram a expedição das ordens judiciais.
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