O grupo ainda é investigado por participação no chamado "tribunal do crime", prática atribuída a facções criminosas que impõem punições próprias a pessoas acusadas de descumprir suas normas.
"Há cerca de uma semana a gente já tinha realizado a primeira prisão que foi fundamental para a operação de hoje. Foram coletadas na data do fato imagens que foram fundamentais no sentido de identificação dos envolvidos. Hoje conseguimos cumprir dois mandados de prisão temporária e no contexto das buscas conseguimos localizar inclusive o veículo utilizado no crime", disse a delegada.
Conforme Nathália Figueiredo, as imagens obtidas durante a investigação mostram o momento em que Rafaella é levada pelos investigados para o local onde foi morta.
Segundo a delegada Nathália Figueiredo, uma adolescente de 17 anos é suspeita de ter atirado contra Rafaella Cabral. De acordo com a investigação, a jovem ocupa uma posição de destaque na organização criminosa investigada e ainda não foi localizada.
"As investigações apontam inclusive que a executora seria essa adolescente, que ocupa um posto de importância na facção", disse a delegada.
Conforme a investigação, Rafaella Cabral teria mantido relações com integrantes de facções criminosas, circunstância que pode ter ligação com o assassinato.
A delegada informou que, antes do crime, Rafaella teria discutido com uma mulher presa pela polícia cerca de uma semana após o homicídio. Segundo a investigação, a suspeita não é a mesma adolescente apontada como autora dos disparos.
"A discussão foi com uma maior de idade, inclusive foi a que foi presa há cerca de oito dias após o crime. Como se fosse um estopim da situação. A gente tem o entendimento de que ela teria inclusive identificado a Rafaella no clube e repassado para os executores", concluiu a delegada.
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