As terras raras transformaram o Sul de Minas em uma das áreas brasileiras mais observadas por mineradoras estrangeiras. No Planalto de Poços de Caldas, projetos em Caldas, Poços de Caldas e municípios próximos avançam sobre depósitos rasos em argilas iônicas, enquanto uma aquisição de aproximadamente R$ 3,5 bilhões e estimativas de grande escala reforçam a posição da região na disputa internacional por minerais estratégicos.
As informações foram publicadas pelo g1 Sul de Minas em 2 de outubro de 2026 . A movimentação envolve principalmente empresas australianas, projetos ainda em diferentes fases de pesquisa e licenciamento e uma corrida global para diversificar fornecedores de terras raras em um mercado hoje fortemente concentrado na China.
Um dos movimentos mais expressivos ocorreu com o acordo anunciado pela Lynas Rare Earths para adquirir a Meteoric Resources por cerca de A$ 968 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 3,5 bilhões na cotação citada pela fonte.
BNDES negocia financiamento para projeto de terras raras de R$ 2,6 bilhões em Minas Gerais e avalia se tornar sócio do empreendimento, enquanto mineradora australiana prepara nova fase de industrialização no Brasil
Estados e prefeituras poderão ganhar espaço na fiscalização da mineração no Brasil, e ANM abre discussão sobre novas regras que podem mudar o controle das atividades minerais e a arrecadação de royalties
Mais de 30 empresas de minerais críticos enfrentam incertezas no Brasil, enquanto setor alerta que demora do governo em definir novas regras já paralisa negociações e ameaça afastar investimentos estrangeiros
Depois de mais de um ano em nível 2 de emergência e retirada preventiva de moradores, barragem de mineração em Brumadinho tem risco reclassificado pela ANM, mas famílias ainda dependem da Defesa Civil para voltar para casa
Com a operação, a Lynas passará a controlar o Projeto Caldeira, localizado em Caldas, no Sul de Minas. A Meteoric já atuava na região desde 2023 e foi uma das primeiras empresas estrangeiras a adquirir projetos de exploração de terras raras no entorno do Planalto de Poços de Caldas.
O Projeto Caldeira ocupa uma área de 425 hectares e possui recursos minerais estimados em 128 milhões de toneladas. Segundo os dados apresentados pela empresa, o depósito reúne cerca de 802 mil toneladas de óxidos de neodímio e praseodímio, além de 41 mil toneladas de óxidos de disprósio e térbio.
A estimativa divulgada para o empreendimento aponta produção média anual de 3.862 toneladas de NdPr e 127 toneladas de DyTb durante sua vida útil. Os números ajudam a explicar por que o projeto passou a ocupar posição estratégica em uma cadeia internacional cada vez mais disputada.
Matéria completa e créditos no veículo de origem.
Ler notícia completa na fonte →