O Siará Tech Summit 2026 teve início nesta quarta-feira (7), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, reunindo empreendedores, startups, investidores, grandes empresas, universidades, representantes do poder público e instituições ligadas ao desenvolvimento econômico e à inovação. Promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae/CE), o evento segue até sexta-feira (9), com programação voltada à tecnologia, aos novos negócios e às conexões entre diferentes atores do ecossistema de inovação.
Considerado o principal evento de inovação, tecnologia e negócios do Ceará e um dos maiores do segmento no Nordeste, o Siará Tech Summit chega à edição de 2026 com expectativa de superar 50 mil inscritos e reunir 300 startups expositoras. Ao longo dos três dias, o público terá acesso a palestras, painéis, mentorias, pitch sessions, rodadas de negócios, experiências imersivas, exposição de startups e espaços voltados à aproximação entre empreendedores, investidores e grandes empresas.
A solenidade de abertura contou com representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento econômico. Participaram Fábio Krieger Lopes Reis, gerente da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional; José Cid Sousa Alves, presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Ceará; João Porto Guimarães, vice-presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Ceará; Joaquim Cartaxo Filho, diretor-superintendente do Sebrae Ceará; Alci Porto, diretor técnico do Sebrae Ceará; Reginaldo Braga, diretor de Administração e Finanças do Sebrae Ceará; Joélia Marques, pró-reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE); Eliane Brasil, superintendente estadual do Banco do Nordeste; André Montenegro, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC); Carlos Bezerra Filho, superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC); Luiz Fernando Monteiro Bittencourt, presidente da Fecomércio Ceará; Cristian Tadeu, presidente da Softex; Artur Bruno, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan); e Fábio Feijó, secretário do Desenvolvimento
Para Fábio Krieger Lopes Reis, a capacidade de articulação entre diferentes setores é um dos principais ativos do evento. “O Sebrae Ceará vem realizando um trabalho de excelência. Quem está aqui está no lugar certo, em um ambiente que fomenta ideias, conexões e negócios e aproxima a cadeia produtiva dos ecossistemas e dos ambientes de inovação. É assim que vamos continuar promovendo o desenvolvimento”, afirmou.
Já Joaquim Cartaxo Filho destacou como o avanço do ecossistema cearense está ligado à capacidade de integrar diferentes territórios e instituições. “O Sebrae Ceará está construindo uma nova centralidade na rede de inovação do Nordeste e do Brasil, focada em conexão, conhecimento e capacidade de cooperação. A cada ano, o Ceará segue consolidando a criação de um polo de software voltado às demandas, vocações e talentos dos 184 municípios cearenses, conectados por meio do Ceará Habitats Digitais”, destacou.
Segundo Cartaxo, esse processo permite descentralizar as oportunidades e, ao mesmo tempo, aproximar inovação e necessidades concretas da população. “A tecnologia deve servir às pessoas e as pessoas devem orientar a tecnologia. Com um Ceará mais empreendedor, o Sebrae Ceará atua em rede com os governos estadual e municipais, universidades, organizações empresariais e comunitárias, empresas, investidores e a sociedade civil. Cada parceiro contribui com seus recursos e competências”, acrescentou.
A superintendente estadual do Banco do Nordeste, Eliane Brasil, ressaltou que a inovação também depende da criação de condições para que boas ideias se transformem em negócios. “Uma boa ideia precisa de crédito, de capital e de confiança para se transformar em empresa, em empreendimento e em resultado. O Banco do Nordeste tem a missão de ser esse elo, com recursos do FNE voltados à inovação, apoio às startups e aos ambientes de inovação e presença em todo o território nordestino”, afirmou.
Ela destacou ainda que o desenvolvimento tecnológico precisa produzir efeitos concretos para a sociedade. “A tecnologia, por si só, não desenvolve uma região. O que desenvolve é a tecnologia a serviço das pessoas, aquela que gera emprego, reduz desigualdades e leva produtividade ao agricultor familiar, ao comerciante e à cooperativa. Nosso compromisso é que nenhuma boa ideia, do sertão ao litoral, passando pela serra, fique na gaveta por falta de financiamento e oportunidade”, completou.
O vice-presidente da FIEC, André Montenegro, reforçou o papel da pesquisa e da inovação na transformação da economia. “Só se muda com muito trabalho, estudo, pesquisa e inovação. A necessidade é a mãe da inovação, e um evento como esse acende uma esperança de mudança. Empresas, governo, universidades e empreendedores precisam trabalhar juntos para que daqui saiam grandes negócios, inovação, novas empresas, renda e desenvolvimento”, pontuou.
A necessidade de acompanhar as transformações tecnológicas como parte fundamental para avanço da economia cearense foi destacada pelo presidente da Fecomércio Ceará, Luiz Fernando Monteiro Bittencourt. “No Sistema Fecomércio, a inovação é sempre priorizada porque precisamos estar atentos aos modelos de inteligência artificial que podem trazer benefícios para o comércio e manter nossas empresas atualizadas. Além da inteligência do nosso povo, nossa capacidade de união tem sido fundamental para a construção desse cenário de desenvolvimento do Estado”, afirmou.
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