A prefeitura de Tartarugalzinho, no Amapá, decretou situação de emergência na sexta-feira (2). A forte estiagem isolou 8 comunidades rurais e causou a morte de peixes.
Sem condições de navegação devido ao excesso de lama, pescadores e agricultores locais não conseguem escoar a produção. A pesca é a única renda de muitas famílias.
De acordo com a Defesa Civil, a seca começou a se intensificar mais cedo este ano. Uma força-tarefa municipal foi criada para atender as áreas afetadas pela estiagem.
Pelo menos oito comunidades rurais e a sede de Tartarugalzinho , no interior do Amapá , enfrentam um período crítico de seca provocado pela forte estiagem. Entre os impactos estão o isolamento de moradores, a morte de peixes e a dificuldade de acesso à água potável devido à seca dos poços.
Na sexta-feira (2), a prefeitura decretou situação de emergência pelo quarto ano consecutivo . A medida busca garantir apoio dos governos estadual e federal, com recursos e estrutura para atender as áreas mais afetadas pela estiagem. O objetivo é reduzir os impactos da seca no município.
Os principais prejudicados são pescadores, agricultores familiares e produtores rurais. Além dos danos ambientais, a estiagem afeta a economia local, que depende da produção para abastecer outros municípios do Estado.
Imagens registradas por moradores mostram peixes mortos boiando em áreas que antes eram rios e que agora se transformaram em pequenas poças de água.
Morte de vários peixes foram registradas na cidade — Foto: Prefeitura de Tartarugalzinho/Divulgação
Outro cenário que chama atenção é a formação de extensas áreas de lama. Locais que antes eram ocupados por rios usados como vias de transporte hoje revelam os efeitos da seca severa.
As comunidades enfrentam dois problemas principais: a mobilidade e a economia. Sem condições de navegação, os moradores não conseguem escoar a pouca produção que ainda resta.
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