Ao longo de toda a carreira, combinou a escrita de poesia com o trabalho de tradução e o ensino em diferentes universidades. A década de 1990 marcou a publicação de uma obra frequentemente apontada como a maior de Carson: "Autobiography of Red: A Novel in Verse (1998)". O livro demonstra sua notável capacidade de atualizar a tradição literária clássica. Com um olhar preciso para os modos de falar e as experiências contemporâneas, Carson parte de fragmentos de poemas do poeta grego Estesícoro, do século VI a.C., sobre o monstro vermelho alado Gerião.
Suas colaborações com artistas visuais, coreógrafos e diretores de ópera e teatro demonstram a liberdade com que ela se relaciona com as expectativas literárias e os sistemas de regras. É essa liberdade que está por trás da importância que sua obra, desde os anos 1990, adquiriu para o cenário internacional da arte e da literatura.
A escritora canadense Anne Carson na 75ª edição do National Book Awards no Cipriani Wall Street em 20 de novembro de 2024, na cidade de Nova York. — Foto: DIMITRIOS KAMBOURIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
László Krasznahorkai ganhou o prêmio Nobel de literatura no ano passado. Krasznahorkai nasceu em 1954 na pequena cidade de Gyula, no sudeste da Hungria, perto da fronteira com a Romênia. Uma área rural remota semelhante é o cenário do primeiro romance de Krasznahorkai, "Sátántangó", publicado em 1985, que foi uma sensação literária na Hungria e a obra que marcou a ascensão do autor. Segundo o comitê, o escritor venceu “por sua obra convincente e visionária que, em meio ao terror apocalíptico, reafirma o poder da arte.”
Especializado em latim, ele se formou em direito na Universidade József Attila (JATE) (atual Universidade de Szeged) e na Universidade Eötvös Loránd (ELTE) (anteriormente Universidade de Budapeste).
Sua obra "Sátántangó" retrata um grupo de moradores desamparados em uma fazenda na zona rural da Hungria, pouco antes da queda do comunismo. O livro foi uma sensação literária entre os húngaros, transformado em um filme de Béla Tarr, em 1994. O autor recebeu diversos prêmios de prestígio, entre eles o Man Booker International Prize em 2015 pelo conjunto da obra.
Han Kang, escritora sul-coreana, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2024. De acordo com a Academia, o prêmio foi concedido "por sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana". Seu livro mais famoso é "A vegetariana" , lançado no Brasil em 2018.
Han Kang nasceu em 1970 na cidade sul-coreana de Gwangju, e se mudou para Seul aos nove anos. Ela vem de uma formação literária, e seu pai é um renomado romancista. Junto à sua escrita, ela também se dedicou à arte e à música, o que se reflete em toda a sua produção literária.
Jon Fosse, autor norueguês, ganhou o Nobel de Literatura de 2023 . Segundo a Academia, o prêmio foi concedido "por suas peças e prosa inovadoras que dão voz ao indizível".
Nascido em 1959, em Strandebarm, na costa oeste da Noruega, seu primeiro conto, "Han", foi publicado em um jornal estudantil em 1981. Dois anos mais tarde, Fosse fez sua estreia com o romance "Raudt, svart" ("Vermelho, preto", sem publicação no Brasil). Já chamado de "Samuel Beckett norueguês do século XXI", sua obra inclui ficção, poesia, ensaios, mais de 40 peças teatrais e títulos infantis.
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