Mesmo com a concessão dos serviços turísticos, o parque continuará público. A Semad seguirá responsável pela gestão ambiental, fiscalização, proteção territorial, manejo dos recursos naturais e pesquisas científicas.
Ou seja, a concessão não significa que a Serra de Caldas será vendida. O que está em discussão é a operação dos serviços ligados à visitação.
Criado em 1970 , o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas foi o primeiro parque estadual de Goiás. A unidade possui 12.315,358 hectares e protege o topo, as cristas, as encostas e outras áreas da Serra de Caldas.
A serra chega a 1.043 metros de altitude e possui formato elíptico. Sua formação geológica está relacionada a rochas sedimentares que passaram por processos de metamorfismo de baixo grau e tiveram origem em um ambiente marinho há cerca de um bilhão de anos.
A estrutura geológica da região também está ligada ao fenômeno das águas termais que tornou Caldas Novas e Rio Quente destinos conhecidos em todo o Brasil.
A água da chuva se infiltra pelas fraturas das rochas, alcança regiões mais quentes em profundidade e depois retorna à superfície. Esse processo participa da formação das nascentes termais da região.
Por isso, qualquer projeto turístico na área precisa conviver com a preservação desse patrimônio natural.
Mesmo com todas as novidades previstas na concessão, são as paisagens naturais que continuam sendo o grande motivo para conhecer o parque.
O PESCaN reúne Cerrado, cânions, trilhas, mirantes e cachoeiras . A quantidade de água nas quedas varia de acordo com a estação do ano.
A Cachoeira da Cascatinha , por exemplo, fica a aproximadamente 400 metros de trilha em meio à vegetação. Durante a estiagem, a vazão diminui. Entre novembro e maio, a queda costuma apresentar melhores condições de água.
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