A esposa de um pastor de Araruama procurou a Polícia Civil para denunciar episódios de violência doméstica que afirma ter sofrido durante o relacionamento e pediu uma medida protetiva contra o marido. Segundo o relato apresentado à 118ª Delegacia de Polícia, mesmo depois de decidir deixar o casamento, ela teria sido obrigada a permanecer ao lado dele no altar da igreja.
A mulher afirmou às autoridades que não queria mais continuar no relacionamento. Ainda assim, segundo seu relato, precisou ficar ao lado do marido durante uma cerimônia religiosa. Ela classificou a situação como “hipocrisia” diante da decisão que já havia tomado de deixar o relacionamento.
O episódio na igreja faz parte dos fatos relatados pela mulher à polícia. Ela afirma ter enfrentado outras situações de violência durante o período em que esteve com o marido. As circunstâncias dessas denúncias deverão ser apuradas pela Polícia Civil.
Depois de procurar a delegacia, a mulher solicitou uma medida protetiva. O pedido será analisado pelas autoridades responsáveis, enquanto a investigação deverá reunir informações sobre os episódios relatados e ouvir as pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
A separação também envolve a retirada dos pertences pessoais que permaneceram na residência. Segundo as informações apresentadas à polícia, a mulher precisará retornar ao imóvel acompanhada por forças de segurança. Ela pretende retirar seus objetos e também a cachorrinha, que continua na casa.
O acompanhamento será necessário para que a retirada dos pertences ocorra dentro das medidas de segurança adotadas após a denúncia. A mulher não deverá retornar sozinha ao imóvel.
O caso está sendo investigado pela 118ª DP. A Polícia Civil poderá reunir novos elementos e ouvir os envolvidos para esclarecer as circunstâncias das denúncias apresentadas.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal do marido. Os fatos relatados pela mulher ainda serão apurados, e a denúncia e o pedido de medida protetiva não representam, por si só, uma condenação. A identidade dos envolvidos é preservada.
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