O MPMS investiga a falta de remédios contra o câncer no HRMS, em Campo Grande. O inquérito civil apura denúncias de sessões de quimioterapia suspensas.
Uma vistoria técnica na unidade confirmou medicamentos com estoque zerado e em quantidades reduzidas. Processos de compra e reposição já estavam em andamento.
A 32ª Promotoria de Justiça solicitou informações atualizadas de estoque e agendou uma reunião com representantes da saúde para discutir soluções.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um inquérito civil para investigar a falta de medicamentos usados no tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A apuração começou após denúncias de possíveis falhas no atendimento, incluindo relatos de sessões de quimioterapia suspensas ou adiadas por falta de remédios e insumos.
Durante a investigação, o Ministério Público analisou informações fornecidas pelo hospital e realizou uma vistoria técnica na unidade. Na inspeção, foram encontrados medicamentos oncológicos com estoque zerado e outros com quantidades reduzidas.
O levantamento também identificou que havia processos de compra e reposição dos medicamentos em andamento.
Segundo o MPMS, apesar das providências adotadas para regularizar o abastecimento, ainda é necessário verificar se as medidas serão suficientes para evitar novos episódios de falta de medicamentos e garantir a continuidade do tratamento dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a abertura do inquérito, o Ministério Público solicitou ao Hospital Regional informações atualizadas sobre a quantidade de medicamentos disponíveis, os processos de compra em andamento e os possíveis impactos da falta de remédios no atendimento aos pacientes.
O hospital também deverá informar quais medidas foram adotadas para evitar que o problema se repita.
Uma reunião de trabalho foi marcada com representantes do HRMS e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para discutir soluções e acompanhar a situação do abastecimento.
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