Imagens da primeira captura de um tubarão-tigre, espécie envolvida em ataques no Grande Recife, foi divulgada pelo projeto Ecotuba, coordenado pelo Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE em parceria com o Governo de Pernambuco
O programa de monitoramento de tubarões no Grande Recife capturou, pela primeira vez desde a retomada das atividades, um espécime de tubarão-tigre, espécie historicamente associada a incidentes no litoral pernambucano. A captura ocorreu nesta sexta-feira (9), um mês após o reinício da fiscalização marinha na região, que esteve paralisada por 11 anos.
O animal capturado é um macho de 1,45 metro de comprimento. Ele recebeu um chip de rastreamento e teve material biológico coletado para pesquisas sobre os hábitos da espécie. As informações foram divulgadas pelo Projeto Ecotuba, responsável pela execução do monitoramento sob coordenação do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE, em parceria com o Governo de Pernambuco.
“Um passo importante para o monitoramento e a compreensão da ocorrência desses animais na costa pernambucana”, publicou a equipe.
Nesta semana, o Diario de Pernambuco trouxe em primeira mão o balanço do primeiro mês do monitoramento: em oito expedições realizadas em setembro foram capturados dois animais de espécies não envolvidas nos ataques até o dia 7 de outubro, segundo o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e coordenador do Projeto ECOTUBA, Paulo Oliveira.
O primeiro foi uma fêmea de tubarão-flamengo, de 1,4 metro de comprimento, recolhida nas proximidades da Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. O animal passou por procedimentos de biometria antes de ser devolvido ao mar.
O segundo foi um filhote de tubarão-rabo-seco, com cerca de 40 centímetros, capturado na área de Barra de Jangada, perto da foz dos rios Jaboatão e Pirapama.
A previsão é de que as equipes realizem entre oito e dez expedições mensais, priorizando as fases de lua cheia e lua nova, períodos de maior variação de maré.
Nesta primeira etapa, também foram realizados ajustes nos equipamentos, materiais e procedimentos de captura, ainda conforme o docente. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade ( Semas ) diz que a fase é necessária para aperfeiçoar as próximas expedições.
Os animais são capturados por meio de pesca científica com espinhel e recebem um transmissor interno e uma marcação externa. Após a coleta de dados e amostras, são devolvidos vivos ao mar.
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