Telas de celular e notebook com plataformas e aplicativos de apostas esportivas online. (Ilustração feita por IA/EXAME)
O Comitê Olímpico do Brasil (COB), entidade do esporte olímpico nacional, projeta que a nova Medida Provisória sobre apostas esportivas pode causar perdas de R$ 2,6 bilhões aos esportes olímpicos e paralímpicos até o fim de 2027. Segundo o COB, o impacto começaria em outubro de 2026, com perda imediata de R$ 497 milhões.
A nova Medida Provisória que altera as regras do mercado de apostas esportivas pode provocar impactos financeiros muito além do futebol. Projeções elaboradas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) indicam que os esportes olímpicos e paralímpicos podem acumular perdas de R$ 2,6 bilhões até o fim de 2027.
Segundo os cálculos do COB, o impacto começaria ainda no último trimestre de 2026. A expectativa é de uma perda imediata de R$ 497 milhões a partir de outubro , valor que se somaria a outros R$ 2,1 bilhões que deixariam de entrar nos cofres do esporte ao longo de 2027.
As projeções consideram o fluxo de arrecadação registrado entre 2025 e setembro de 2026. O montante, porém, pode ser ainda maior, já que o levantamento não inclui contratos de patrocínio firmados diretamente entre confederações esportivas e plataformas de apostas .
A redução de receitas altera o modelo de distribuição previsto na legislação anterior, que destinava mais de um terço da arrecadação das empresas de apostas ao desenvolvimento do esporte nacional.
O restante era destinado ao Comitê Brasileiro de Clubes, às confederações de Desporto Escolar e Universitário e a entidades ligadas aos Clubes Paralímpicos e ao Esporte Master. Com a mudança, o financiamento dessa estrutura passa a enfrentar um cenário de incerteza.
Enquanto clubes das principais divisões têm maior capacidade de buscar receitas alternativas , equipes de menor porte dependem de forma significativa dos investimentos realizados pelo setor de apostas.
Para muitos clubes das divisões de acesso, os recursos oriundos das operadoras se transformaram em uma importante fonte de sustentação financeira.
"O setor esportivo tem registrado um impacto financeiro positivo com o avanço do mercado de apostas. Historicamente, o patrocínio esportivo dependia de incentivos governamentais ou de empresas com menor sinergia mercadológica, cenário que posteriormente deu lugar à entrada de bancos e fintechs. As plataformas de apostas operam em engajamento direto com o ecossistema dos jogos, o que justifica o aporte de investimentos substancialmente maiores no próprio segmento", analisa Ricardo Magri, especialista em desenvolvimento de negócios iGaming e diretor executivo da Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo, dedicada à promoção do Jogo Responsável.
Matéria completa e créditos no veículo de origem.
Ler notícia completa na fonte →