A Polícia Federal cumpriu 2 mandados de busca e apreensão em Aracaju nesta quarta-feira (7). A ação apura fraudes em benefícios assistenciais do INSS.
As investigações apontam que uma advogada e seu marido usavam atestados falsificados. Eles se passavam por parentes dos segurados durante perícias médicas.
A apuração identificou 19 requerimentos de benefícios com documentos falsos. Médicos psiquiatras e neurologistas negaram a autoria dos laudos apresentados.
O prejuízo estimado pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária é de R$ 650 mil. Os investigados podem responder por estelionato previdenciário.
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão no bairro Aeroporto, em Aracaju , durante a Operação Atestado Viciado II, na manhã desta quarta-feira (7). A ação apura fraudes na obtenção de benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contou com apoio da Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe (SIPS/SE).
De acordo com as investigações, o esquema utilizava atestados e laudos médicos com indícios de falsificação. Uma advogada investigada fazia agendamentos de perícias apresentando-se como parente dos segurados. Em pelo menos uma das avaliações, o marido dela se apresentou como irmão de um periciado.
Até a manhã desta quarta, a apuração identificou 19 requerimentos de benefícios assistenciais à pessoa com deficiência, realizados mediante utilização de atestados e relatórios médicos com indícios de falsificação. Os documentos falsos eram atribuídos a médicos psiquiatras e neurologistas, que, após consulta formal, negaram a autoria dos laudos.
Dados da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (CGINT) indicam que o prejuízo estimado é de cerca de R$ 650 mil.
Os investigados podem responder pelo crime de estelionato previdenciário. A Força-Tarefa Previdenciária é composta pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal.
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