A Hitachi Energy anunciou que sua nova fábrica de transformadores será construída em Pindamonhangaba , no Vale do Paraíba (SP). O projeto, que já teve as obras de terraplanagem iniciadas, tem como objetivo dobrar a capacidade produtiva da empresa no país. A unidade deve entrar em operação em 2028.
A empresa já havia anunciado um plano de investimento de US$ 200 milhões, dividido entre a expansão da fábrica de transformadores em Guarulhos (SP) e a construção de uma nova unidade. Desse montante, cerca de 80% serão destinados à nova planta, que contará com 46,3 mil metros quadrados de área construída.
Ao Valor , o presidente da Hitachi Energy no Brasil, Glauco Freitas , prevê que a unidade deve criar cerca de 450 empregos diretos locais. O executivo explica que a escolha do local ocorreu pela facilidade na logística do escoamento das máquinas pesadas para os Portos de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP).
A decisão da companhia também foi influenciada por incentivos locais. A prefeitura de Pindamonhangaba concedeu isenção de IPTU e ISS por um período de 15 anos, além de acelerar a análise do projeto de construção e intermediar negociações com concessionárias de água e energia.
Segundo a Hitachi, as vantagens devem ser compensadas pela geração de empregos e pelo impacto econômico da nova fábrica na arrecadação do município. “Isso faz parte das negociações com as prefeituras, temos alguns acordos de investimentos e empregos (...). Em Guarulhos, somos um dos cinco maiores pagadores de impostos de uma das maiores cidades do Estado”, lembrou Freitas, ressaltando o potencial de retorno para a região do Vale do Paraíba.
A empresa tem duas fábricas em operação no país: uma em Guarulhos (SP) e outra em Blumenau (SC). Alexandre Malveiro , vice-presidente sênior do hub América do Sul, América Central e Caribe da unidade de negócios transformadores disse que, ao final das obras, a empresa deve dobrar a capacidade produtiva, sendo a terceira unidade fabril dedicada ao mercado de exportação.
“A expansão será uma cópia da nossa fábrica de Guarulhos (SP) já expandida. Dobrando a capacidade, poderíamos atender todo o mercado brasileiro, mas essa fábrica nova vai trabalhar atendendo principalmente o mercado de exportação”, afirmou Malveiro.
Hoje, 30% da produção da empresa atendem o mercado brasileiro e 70% da demanda da empresa são destinados a exportações, sendo Canadá, EUA, Colômbia, Chile e Arabia Saudita os principais mercados.
Esse mix pode mudar por alguns fatores: um deles é o tarifaço de 50% que o presidente americano, Donald Trump, aplicou sobre produtos brasileiros , o que inviabiliza praticamente todas as fabricantes do setor. Por outro lado, a demanda no Brasil segue forte dado o ciclo de leilões de transmissão promovidos pelo governo federal. O próximo ocorrerá em outubro, com expectativa de quase R$ 8 bilhões em aportes.
Com a possibilidade de antecipação dos empreendimentos da maioria dos lotes, a capacidade de entrega dos fabricantes dentro dos prazos se torna um fator crítico, em um mercado que deve registrar aumento expressivo da demanda por equipamentos de transmissão.
Matéria completa e créditos no veículo de origem.
Ler notícia completa na fonte →:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2022/o/0/DOr0zOSuyu4lGQkMeHog/200922-20hitachi-20energy-20017.jpg)