Um estudo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira (7) descreve o fóssil Megacauda sungei, de 165 milhões de anos, achado na China.
O fóssil do período Jurássico preservou raras estruturas ósseas da garganta. A descoberta ajuda a entender a origem da amamentação e da deglutição.
Pesquisadores reconstruíram a garganta do animal e acharam semelhanças com mamíferos atuais. Elas estão ligadas à sucção de leite e passagem de alimentos.
O Megacauda pesava entre 1 e 2 quilos, caçava peixes e tinha dentes adaptados para cortar. Luo o comparou com as lontras de rio.
O animal vivia na água e em terra, abrigando-se em tocas. A descoberta reforça a diversidade de modos de vida dos parentes de mamíferos antigos.
Reconstrução artística do Megacauda, animal semiaquático do Jurássico que tinha cauda larga para nadar e dentes adaptados à captura de peixes. — Foto: April I. Neander
Um fóssil de cerca de 165 milhões de anos encontrado na China está ajudando cientistas a entender quando surgiram estruturas usadas por mamíferos para mamar , beber e engolir alimentos .
Batizado de Megacauda sungei , o animal viveu no período Jurássico e fazia parte de um grupo de parentes antigos dos mamíferos.
O exemplar preservou de forma rara pequenas estruturas ósseas da garganta , normalmente difíceis de encontrar em fósseis tão antigos.
“O Megacauda é uma quimera moldada por duas linhas de evolução convergente. Sua pelve, patas traseiras e pés são muito parecidos com os do ornitorrinco. Mas seus dentes e mandíbulas lembram os de um predador aquático”, explicou ao g1 Zhe-Xi Luo, professor de Biologia Organísmica e Anatomia da Universidade de Chicago e um dos autores do trabalho.
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