De acordo com os moradores, a falta de água suficiente na caixa d'água e os hidrantes sem funcionamento dificultaram o combate ao incêndio. Diante da situação, os próprios vizinhos utilizaram baldes de água para tentar impedir que o fogo se espalhasse.
As chamas também atingiram o quarto de um apartamento no andar de cima. Apesar de ninguém ter ficado ferido, a Defesa Civil interditou o cômodo devido aos riscos à estrutura.
Sem previsão de retorno ao apartamento, Taliana e a família dependem da solidariedade de amigos e vizinhos. Segundo os moradores, foram feitas tentativas de contato com a Secretaria de Estado das Cidades (Secid) para solicitar auxílio-moradia enquanto o imóvel permanece interditado.
A família afirma que foi orientada a formalizar o pedido e aguardar uma resposta. Também recebeu a informação de que poderia ter acesso ao aluguel social a partir do próximo mês.
Além da dificuldade para conseguir uma moradia temporária, os moradores ainda aguardam esclarecimentos sobre as causas do incêndio. Segundo Taliana, a falta de um laudo impede que a família saiba quando poderá retirar os materiais queimados e iniciar a recuperação do apartamento.
"Não tem laudo, não sabemos quando e se podemos fazer a limpeza, tirar os materiais queimados, os entulhos e tentar recomeçar", afirmou.
A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que sua responsabilidade é garantir o abastecimento de água até o ponto de entrega do imóvel. Segundo a companhia, a gestão, a manutenção e o monitoramento do nível de água dos reservatórios internos são de responsabilidade do condomínio ou da administração do residencial.
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) informou que uma equipe da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil foi enviada ao local para avaliar a situação do imóvel e os procedimentos necessários para a liberação. Segundo a corporação, o relatório técnico está em fase de conclusão. O órgão esclareceu ainda que a perícia deve ser solicitada pelo proprietário do apartamento.
A Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) contestou a informação repassada pelos moradores à TV Mirante e afirmou que o cidadão que procurou o órgão foi atendido e orientado pela equipe técnica no dia 6 de outubro, no Departamento de Organização Social.
Segundo a secretaria, durante o atendimento, o morador apresentou dúvidas sobre a situação do imóvel, possíveis garantias da construtora e questões relacionadas à Defesa Civil. A pasta informou que foram prestados esclarecimentos e orientações sobre a necessidade de formalizar os pedidos para análise dos setores responsáveis.
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