Em temporada de junho, o patrimônio histórico da cidade é palco das tradições juninas e referencia seu principal símbolo: o barco de fogo, fotografado, amado e documentado como Patrimônio Imaterial de Sergipe desde 2013.
Um barco decorado com bandeirinhas e coloridas estampas percorre um fio de aço, e pela força de espadas de fogo, é tracionado até chegar ao final. Ao percorrer determinado percurso, os fogos de artifícios colocados no artefato promovem a tração inversa, fazendo com que o barco retorne. O fabrico é, principalmente, realizado por fogueteiros do bairro Porto da Areia, que também mantém a tradição do pisa-pólvora para a confecção de espadas, pitus, entre outros fogos de artifícios.
“Começamos a fabricar em novembro e já chegamos a produzir mais de 2 mil dúzias de espadas”, conta o fogueteiro Paulo Matocelle, sem deixar de pisar o barro que ocupará parte da bitola do bambu, juntamente com pólvora, limalha e cachaça. Isso mesmo, os fogueteiros utilizam a “branquinha” para selar a pólvora e o barro que comporá as espadas.
O fabrico dos artefatos de fogo é tradição no bairro e movimenta a economia local nesta temporada do ano. Um barco de fogo chega a ser vendido por mais de R$ 700 reais e a tradição manda ir e vir. “Se o barco de fogo não voltar, pode voltar que devolvemos o dinheiro”, afirma Matocelle. Nas noites de festejos juninos de Estância também há os acordes da Lira Carlos Gomes, instituição musical não governamental fundada em 1879, ou seja, 138 anos de fundação. A Lira funciona no antigo casarão de Gilberto Amado, primo de Jorge Amado e personalidade ilustre do mundo jurídico sergipano.
Melhor conhecer Estância nesta temporada do ano, quando a musicalidade dos grupos folclóricos ganham às ruas e o brilho dos fogos de artifícios iluminam as noites, no compaço do triângulo, da zabumba e da sanfona. Estância é pura sergipanidade.
Não deixe também de conhecer em Estância os tradicionais casarões coloniais da avenida Gumercindo Bessa e a história de Jorge Amado na cidade.
O município de Estância está localizado no território sul sergipano com sede a poucos 66km da capital. Para se chegar até lá, há duas opções: partindo pela BR 235 e seguindo pela 101 ou pela região litorânea, percorrendo as praias do litoral aracajuano, passando pela zona de expansão da capital denominada de Mosqueiro, pela ponte Joel Silveira, adentrando o município de Itaporanga D’Ájuda, e chegando a zona de praia estanciana.
Turisticamente falando, as praias estancianas ficam a pouco mais de 20km distante da sede nos loteamentos Abaís e Saco, que nomeiam as praias locais. A região entrecortada por rios e dunas promovem paisagens de belezas e que a partir dos anos 80 passou a despertar o olhar da especulação imobiliário e do turismo para a região. Recentemente a ocupação desregular tem provocando um forte erosão das zonas de praias.
O turismo da região se reinventava com a criação da Associação de Bugueiros, que fazia passeios de buggy pelas dunas. O passeio está proibindo, mas a celeuma continua a tramitar na justiça.
Por ser um litoral abençoado de beleza, durante o ano a região recebe campeonatos de pesca, inclusive com a etapa nacional de pesca. São duas principais praias: Abaís e Saco. Localizada a 26km da cidade, a praia de Abaís é cercada por dunas, e ideal para pesca e para os que gostam de praticar esportes ao ar livre, por conta das correntes marinhas. Ao longo de sua orla encontra-se bares e barracas.
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