O governo de Rondônia e a empresa Terra Forte entraram na "lista suja" do trabalho escravo. Eles mantinham um contrato de R$ 21 milhões.
A inclusão ocorreu após o resgate de 2 venezuelanos em uma obra escolar indígena. Outros 3 indígenas trabalhavam sem registro ou proteção.
Os operários dormiam em local improvisado e consumiam água sem tratamento. Sem salários, eles precisaram pescar para comer e foram resgatados de helicóptero.
O Estado foi autuado por responsabilidade solidária na fiscalização. A Seduc rescindiu o contrato unilateralmente na terça-feira (21) de outubro de 2025.
A Terra Forte assinou um termo de ajustamento de conduta para pagar indenizações. A empresa declarou que sua assessoria jurídica analisa a inclusão no cadastro.
O governo de Rondônia e a empresa Terra Forte Ltda., incluídos na "lista suja" do trabalho escravo, mantinham um contrato com valor global de R$ 21 milhões para a manutenção de escolas em comunidades indígenas de Guajará-Mirim (RO) e Porto Velho .
A inclusão no cadastro ocorreu após o resgate de dois trabalhadores venezuelanos em condições precárias em uma obra da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) na aldeia indígena Ricardo Franco, localizada na Terra Indígena Rio Guaporé, em Guajará-Mirim.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), apenas para essa obra específica existiam duas ordens de serviço que somavam R$ 867,9 mil. O serviço era executado pela Terra Forte, terceirizada pelo governo estadual.
Ao todo, cinco trabalhadores foram encontrados no canteiro de obras. Três deles eram indígenas da própria comunidade, contratados sem registro e sem equipamentos de proteção. Os outros dois eram migrantes venezuelanos que atuavam como soldadores. Eles foram recrutados em Porto Velho com a promessa de salário de R$ 6 mil, alojamento adequado e cinco dias de folga por mês.
Venezuelanos são resgatados em situação análoga a escravidão — Foto: Ministério do Trabalho e Emprego
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